Desde o final de 2021, a palavra Metaverso repercutiu em diversos segmentos do mercado – mas na verdade não é exatamente uma novidade. O nome surgiu pela primeira vez no livro “Snow Crash”, publicado em 1992 pelo escritor Neal Stephenson. A narrativa se passa entre a vida real e o mundo virtual, onde o autor denominou essa realidade virtual de metaverso. 

E desde a época do jogo Second Life, criado em 2003, esses “mundos virtuais” tentam criar um espaço para interação entre pessoas e empresas. No auge, a plataforma ultrapassou 1 milhão de usuários ativos e atraiu parcerias da IBM, Adidas, MTV, Wells Fargo e Disney. Os motivos do fracasso do Second Life incluem o colapso da moeda do jogo, o Linden Dólar, lentidão dos servidores em momentos de pico e processos judiciais, incluindo disputas de direitos autorais de conteúdo postado pelos usuários.

Graças a tecnologia do blockchain, o banco de dados das criptomoedas, muitos desses problemas foram solucionados. Além de contar com uma moeda virtual que não pode ser violada, as aplicações de metaverso atuais contam com o NFT, que permite ao usuário ter total controle sobre seus itens digitais, incluindo personagens, terrenos e objetos virtuais.

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O que é metaverso?

Metaverso é o nome usado para denominar um ambiente virtual imersivo, coletivo e hiper-realista, onde as pessoas poderão conviver usando avatares customizados em 3D. Em outras palavras, ele é uma evolução da atual forma de como nos relacionarmos com a internet. 

Ou seja, é um ambiente virtual onde os usuários conseguem interagir, jogar, trabalhar, e customizar ambientes digitais, tudo isso por meio de óculos especiais e outros equipamentos. As diferenças do metaverso para um jogo colaborativo online são as transações monetárias, além da interação com o mundo real.

Desse modo, empresas conseguem estabelecer escritórios virtuais, desenvolvedores oferecem jogos online, e usuários podem comprar e vender itens que podem ou não ter entrega física, fora do universo virtual.

Acima temos um cassino virtual, Tominoya, dentro do metaverso Decentraland. Ao utilizar as moedas digitais para o pagamento de premiações, o jogo consegue quebrar barreiras restritivas por parte de governos locais e até mesmo as restrições impostas pelas administradoras dos cartões de crédito.

O que é token do metaverso?

Token significa criptoativo, um registro no banco de dados blockchain. Quando o token possui sua própria rede, torna-se uma criptomoeda, como o Bitcoin, Ethereum e Litecoin. Já a stablecoin USD Coin (USDC) e a moeda Uniswap (UNI) funcionam dentro da rede Ethereum.

Quando falamos de token do metaverso, este criptoativo está ligado a algum projeto com seu próprio “mundo virtual”. Dentre os exemplos mais conhecidos temos o Decentraland (MANA), The Sandbox (SAND), e Chromia (CHR). 

Esses criptoativos podem ser livremente transacionados e movimentados entre usuários, embora a emissão fique a cargo do projeto. Ou seja, o detentor não é obrigado a manter a moeda na carteira ou aplicativo específico do respectivo metaverso.

Para que serve um token do metaverso?

Cada metaverso é independente, portanto, possui suas próprias regras. Em geral, o token próprio funciona como moeda de troca dentro desse “mundo virtual”. Além disso, costuma dar direito a voto nas decisões do projeto, por exemplo, quanto cobrar pela venda de novos terrenos, ou taxas de intermediação no marketplace de NFTs.

No jogo metaverso The Sandbox, o token SAN, é utilizado para remunerar participantes que completam missões na plataforma. Em outros casos, o token do metaverso garante parte da remuneração do projeto, uma espécie de título da sociedade.

Por último, assim como o ETH é a moeda cobrada pelo processamento de transações na rede Ethereum, o token do metaverso pode funcionar para pagamento do armazenamento de dados e uso dos smart contracts do projeto.

Quanto valem os tokens do metaverso?

Não existe uma definição clara para os tokens de metaverso, pois alguns são voltados para jogos que permitem a construção de espaços pelos usuários, enquanto outros buscam oferecer infraestrutura para que metaversos sejam criados.

De qualquer forma, abaixo temos a lista de alguns dos destaques extraídos do CoinMarketCap.

Perceba que Decentraland, Axie Infinity e The Sandbox possuem valor de mercado acima de R$ 10 bilhões, portanto muito a frente da concorrência. No entanto, o segmento é incipiente e muitos projetos ainda nem lançaram seus serviços efetivamente.

Além disso, o mercado de criptomoedas cedeu 55% desde seu pico em novembro, pressionado pelo Federal Reserve dos EUA, que sinalizou aumento de juros e redução nos estímulos.

Token do metaverso vale a pena?

Esta pergunta é tão genérica quanto “vale a pena investir na internet?”. A resposta, embora positiva, não nos diz quais vão ser os “Google” e “Facebook” do metaverso, os vencedores do segmento.

Além de competir com outros criptoativos, as empresas tradicionais estão entrando forte neste segmento. A recente aquisição da Blizzard Activision pela Microsoft sinaliza a importância do segmento de games e metaverso para a indústria de tecnologia. Vale a pena? Sem dúvida, porém ainda é cedo para definir os vencedores.