Você já ouviu falar da Teoria da Utilidade Marginal? Provavelmente não, mas com certeza você conhece aquele velho ditado que diz que uma pessoa só dá valor para uma coisa depois de perdê-la. Ou ainda, que é preciso perder para dar valor.

Esse pensamento popular traz em seu cerne o principal conceito da teoria marginal, que é também um dos principais aprendizados de economia e exemplifica todo o conteúdo desenvolvido ao longo deste artigo.

Pensando na importância dessa teoria e do seu impacto na rotina das pessoas, elaboramos este post especial trazendo os conceitos indispensáveis da Utilidade Marginal com exemplos práticos e a sua relação com o valor do Bitcoin. 

Ficou curioso? Então continue a leitura e descubra!

O que é a Teoria da Utilidade Marginal?

A teoria define que há uma relação econômica em que o valor de um determinado bem ou serviço diminui à medida que o seu consumo é feito em larga escala. Isso significa dizer que, de acordo com a teoria, um produto passa a custar menos a partir do momento em que ele se torna muito abundante, fazendo com que a sua utilidade marginal diminua.

Nesse sentido, quanto maior for a disponibilidade, menor será o valor dado a um produto, bem ou serviço. Um exemplo clássico e utilizado por inúmeros economistas e professores ao redor do mundo ajuda a entender melhor o comportamento do ser humano com relação ao valor atribuído às coisas.

Se lhe perguntássemos hoje: o que você prefere ganhar de presente? Uma garrafa cheia de água potável ou uma pedra de diamante? Provavelmente a sua resposta, assim como a de grande parte das pessoas questionadas, seria: uma pedra de diamante.

A grande questão é: por que preferimos a pedra de diamante em vez da garrafa de água? Se pensarmos de forma simplista e racional, a água é essencial para a nossa sobrevivência enquanto a pedra de diamante é totalmente dispensável para que continuemos vivos.

Então por que escolhemos uma pedra? A resposta para essa pergunta é simples: nós damos mais valor à pedra de diamante porque ela é escassa e não damos tanto valor à água porque ela é abundante.

É neste ponto que chegamos no conceito da Teoria da Utilidade Marginal: quanto menor a quantidade de um determinado bem, maior será a tendência de supervalorizarmos o mesmo, atribuindo-lhe valor pela sua escassez.

Perceba que no exemplo da água e do diamante, mesmo a água sendo valiosa em razão da sua utilidade, não lhe damos a importância que lhe cabe, pois temos uma quantidade enorme  à nossa disposição. No entanto, se formos para o meio do deserto e oferecermos a uma pessoa um saco de diamantes ou um copo de água, é muito provável que o indivíduo escolha a água. 

E isso acontece porque as nossas decisões de consumo são guiadas pela escassez e pela necessidade. Muitos estrategistas de marketing utilizam esses conceitos em seus planejamentos de vendas, atraindo o interesse dos consumidores com frases de efeito como: “aproveite, últimas unidades”. Ações corriqueiras como essa demonstram a relevância e o valor da Teoria da Utilidade Marginal para a economia que vivenciamos em nossas rotinas.

O quanto ela é útil e o quanto é escassa?

Se pensarmos no consumo de uma forma geral, a quantidade é capaz de gerar satisfação. Por exemplo, é melhor ter dois carros do que um. Trata-se da conhecida lei do “quanto mais, melhor”.

Entretanto, se pensarmos na prática, ao comprar um segundo carro (equivalente ao primeiro), a nossa satisfação tende a ser menor do que aquela que sentimos ao comprar o primeiro. Na economia, esse fenômeno é chamado de Teoria da Utilidade Marginal Decrescente.

Nesse sentido, a utilidade marginal é o grau de satisfação (utilidade) que o indivíduo tem ao adquirir uma unidade adicional (marginal) de um determinado produto ou bem. Você deve estar se perguntando: e por que a utilidade marginal é decrescente?

Um exemplo ajuda a chegar melhor à resposta. Vamos supor que você esteja com fome e compre uma pizza para saciar seu apetite. O primeiro pedaço da pizza é ótimo, e em razão da sua fome a sensação de prazer é maior. O segundo pedaço ainda é muito bom, mas talvez ele não seja tão bom quanto o primeiro. Na terceira, quarta e quinta fatias você já começa a se sentir saciado e naturalmente passa a dar menos valor à pizza.

Se você pudesse pontuar sua nota de satisfação ao comer a pizza, é provável que a primeira fatia valesse uma nota muito alta e essa nota fosse diminuindo à medida que fosse se sentindo mais saciado.

O mesmo vale para um carro. O primeiro carro teria uma utilidade mais alta, já o segundo, inferior, e o grau de utilidade do bem diminuiria à medida que você fosse adquirindo novos carros. Essa regra vale para praticamente todos os bens e produtos que o ser humano consome.

Qual é a sua relação com o valor dos Bitcoins?

Agora que você já entendeu os principais conceitos e a ideia que gira em torno da teoria da Utilidade Marginal, é necessário relacionar tais conceitos com os Bitcoins.

Como você pode ver, quando temos a opção de escolher um determinado bem, estamos automaticamente renunciando a outro. E por meio da utilidade marginal, a regra é que optemos pela escolha daquilo que é mais escasso.

Nossa escolha pode levar em consideração várias opções, mas ela sempre estará vinculada àquilo que nós acreditamos ser de valor mais elevado para nós. Essa escala de valor varia de uma pessoa para outra e está relacionada a fatores como cultura, desejos, influência do meio, valores pessoais, entre outros.

O Bitcoin é uma moeda virtual que vem ganhando adeptos no mercado de todo o mundo, e ela tem um vínculo direto com a Teoria da Utilidade Marginal, uma vez que a sua utilidade não está exatamente no valor que ela tem, mas na expectativa de que ela venha a se tornar uma forma de pagamento.

Assim, a valorização da moeda está diretamente ligada com a sua utilidade, como o valor é formado pela escassez e utilidade marginal, a tendência é que a moeda se destaque cade vez mais, ganhando uma valorização mais expressiva.

Como você pode ver, a Teoria da Utilidade Marginal se destaca pela sua relevância na economia, inclusive quando se trata da valorização de moedas virtuais como o Bitcoin. Compreender esses conceitos e entender o funcionamento do comportamento das pessoas ajuda a lidar melhor com as nossas escolhas e com os investimentos, tomando decisões mais acertadas e focadas em bons resultados.

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