O mundo curva-se diante da potência dos EUA, aguardando o resultado das eleições em 3 de novembro. Outro ponto que será determinante no andamento dos mercados é a votação do pacote de estímulos de USD 2,2 trilhões pelo Senado. Deste modo, a moeda norte-americana recuperou-se frente à cesta de moedas internacionais (DXY).

Estagnação na criação de emprego levou a correção nas bolsas no início do mês. O tombo das ações de tecnologia norte-americanas no início de Setembro prosseguiu até a última semana do mês. Investidores cada vez mais desesperançosos com uma vacina ainda em 2020. Neste ambiente, a capitalização total das criptomoedas chegou a cair 19% em menos de uma semana.

Afinal, os EUA são o centro do mundo?

Sabemos que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA representa 23,6% do total mundial, ante 15,5% da China. Esta diferença vem reduzindo na última década, e há quem diga que é questão de tempo para o país asiático tomar a liderança.

Se analisarmos a concentração de riqueza, menos de 30% das grandes fortunas pertencem aos norte-americanos. A Europa totaliza 25%, enquanto a China abocanha 17% deste montante. 

No entanto, quando se trata de mercados financeiros, a posição dos EUA é absolutamente dominante. Metade do valor de mercado das ações e globais está listado entre a Nasdaq e a bolsa de NY, NYSE.

Ao contabilizar o percentual de ouro, petróleo, reservas internacionais, e mercados de dívida negociados em Dólar, é possível perceber a importância que o país possui no cenário financeiro global.

Deste modo, é inegável que eleições, pacotes de estímulo na ordem de trilhões, além das próprias decisões da taxa de juros do Federal Reserve (FED) são o principal compasso econômico para o resto do mundo.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 30/set

Notícias do mundo cripto:

Europa: Ministros das Finanças das principais potências da Zona do Euro fizeram um requerimento aos reguladores para regular e restringir stablecoins

Kucoin: Exchange foi hackeada em mais de USD 150 milhões, causando turbulência em algumas altcoins menores

Bitcoin (BTC): Empresa MicroStrategy, listada na Nasdaq, comprou mais USD 175 milhões em Bitcoin, além dos USD 250 milhões do mês anterior

Bitcoin (BTC): Hashrate, o poder computacional da mineração, atingiu topo histórico com média de 135 TH/s nos últimos 30 dias, alta de 21% em 3 meses

Ethereum (ETH): Volume negociado em exchanges descentralizadas (DEX) bateu recorde de USD 22 trilhões em Setembro

Ethereum (ETH): Susto no universo DeFi após o criador da exchange SushiSwap sumir com USD 14 milhões de fundos para desenvolvimento do projeto; no entanto, o mesmo se arrependeu e devolveu o valor

Bitcoin Cash (BCH): Discussão em torno do desenvolvimento, e de taxas para sustentar a equipe confirmou o hard fork para 15 de Novembro, onde será criada a moeda BCash ABC.

Bitcoin Cash (BCH): Lançaram um site voltado para iniciantes, onde ensinam quais os softwares e wallets compatíveis: bch.info

Litecoin (LTC): Decepção no lançamento da testnet do protocolo MimbleWimble, que estava agendado para 30 de Setembro, já que ainda não está disponível para o público

Litecoin (LTC): Anunciou parceria com Nexo Finance de empréstimos colateralizados

Ripple (XRP): Ripple Co fechou parceira com 37 universidades para pesquisa

Ripple (XRP): Co-fundador Chris Larson move 500 milhões de moedas para custodiante NYDIG

EOS (EOS): CEO da Block.One, empresa responsável pelo ICO de EOS, afirmou que irá lançar serviços de DeFi na rede em breve

EOS (EOS): Block.One solicitou propostas para reformulação do modelo de remuneração dos validadores

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Na expectativa do pacote de estímulo, as ações do S&P500 nos EUA encerraram setembro em alta de 4,1%. A única exceção foi o setor de petróleo e gás, que seguiu em queda por conta da baixa demanda. Na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com leve queda de 1,7%. Na Alemanha tivemos o DAX30 caindo 1,3% aos 12.761 pontos.

Investidores aproveitaram para aumentar a posição nas gigantes de tecnologia apostando na continuidade dos efeitos positivos da pandemia no setor. No entanto, o ouro, que havia testado a máxima histórica acima de USD 2.000 no mês anterior, entrou em vertente de baixa, testando os USD 1.850 a onça-peso.

Quem se deu bem:

Peloton (PTON) subiu 27% com aumento nas vendas durante a pandemia;

Iochpe Maxion (MYPK3) teve alta de 18% com expectativa de retomada de produção na indústria;

Localiza (RENT3) subiu 18% com proposta de fusão com Locamerica Unidas (LCAM3), aguardando aprovação do CADE.

Quem se deu mal:

Santos Brasil (STP3) cedeu 22% com aumento de capital vendendo novas ações, além do prejuízo líquido no trimestre;

B2W Digital (BTOW3) caiu 19,7% com Amazon anunciando novos centros de distribuição no Brasil;

BNP Paribas (BNP): Banco Francês BNP cedeu 15,3% após demitir equipe na Suíça envolvida em fraudes no trade de commodities.

Brasil estuda lançamento de moeda digital

O Presidente do Banco Central Brasileiro, afirmou que o país poderá lançar sua moeda digital dentro de 2 anos. Foi criado um grupo de estudo para avaliar as tecnologias e benefícios. No entanto, o governo estima uma economia de R$ 70 bilhões com a eliminação do dinheiro físico.

Cabe lembrar que as moedas digitais emitidas por Bancos Centrais (CBDC) podem ou não utilizar blockchain, inclusive optando por redes fechadas.

FGV atualiza estudo e diz que 99,4% dos Day Traders perdem dinheiro

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) atualizou um estudo sobre day traders no mercado brasileiro. O resultado foi ainda mais devastador, totalizando 99,4% de não continuidade na carreira. 

O estudo acompanhou traders no mercado doméstico entre 2013 e 2018. Dentre os que seguiram na atividade, uma minoria obteve ganhos acima de R$ 2.000 por mês. 

Isto não significa que trade é ruim ou dá prejuízo, mas reafirma a necessidade de ter um planejamento de mais longo prazo. Montar uma carteira diversificada é uma unanimidade entre os investidores de sucesso.


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