As moedas virtuais foram criadas para operar de maneira semelhante ao ouro. Para isso, uma das características fundamentais é o limite de oferta. Por exemplo, o limite do Bitcoin é de 21 milhões de unidades.

Como é de se esperar, o Bitcoin não tem um limite por acaso. Essa característica foi adotada visando mais eficiência em seu uso como moeda. Além disso, o fim da expansão certamente causará mudanças no mundo das criptomoedas como conhecemos. Por exemplo, toda a imensa capacidade de processamento direcionada à criação de Bitcoins deverá encontrar novo uso.

Este artigo tratará da oferta de Bitcoins, explicando como e por que há um limite de unidades disponíveis. Siga conosco!

Por que limitar a oferta?

Apesar de agora ocorrer de maneira menos intensa, durante muito tempo, os governos financiavam seus déficits por meio da emissão de moeda. Com isso, é possível gastar muito, já que as moedas nacionais podem ser criadas indefinidamente.

Esse movimento gera forte inflação, pois há muito mais oferta de moeda para a mesma quantidade de bens reais.

O ouro, por sua vez, tem oferta limitada. Isso garante uma maior estabilidade no seu valor de mercado. Os momentos de maior desvalorização do metal foram justamente quando novas minas foram descobertas, aumentando sua oferta bruscamente.

O limite do Bitcoin, que está definido desde seu início, garante proteção contra a desvalorização abrupta por grandes emissões da moeda. Isso quer dizer que não será emitido um grande volume por um órgão controlador, como a moeda nacional, nem serão encontradas novas fontes, como no caso do ouro.

Como o Bitcoin é criado?

Um bloco de Bitcoins é criado e recompensado a quem resolver operações de criptografia para o sistema. O ato de processar os dados visando recompensa é o que chamamos de minerar Bitcoins.

O limite do Bitcoin não é estabelecido arbitrariamente. O algoritmo da criptomoeda tem limitações matemáticas e consegue elaborar suas operações até 21 milhões de unidades. É certo, portanto, que o limite não será expandido.

Qualquer um pode emprestar a capacidade de processamento de seu computador para ser recompensado com Bitcoins. Entretanto, nem todos obtêm lucros. Os custos de manutenção e de consumo de energia podem ser maiores do que o pagamento, dependendo dos equipamentos usados.

A necessidade de eficiência no processo há de aumentar no decorrer dos anos. A recompensa pela resolução de operações é reduzida pela metade a cada 4 anos. Considerando o ritmo de mineração e as recompensas, o limite do Bitcoin será atingido em 2140.

21 milhões não é pouco?

Apesar de soar pequeno comparado aos números vistos em moedas tradicionais, o limite do Bitcoin não é baixo. A moeda foi criada para reproduzir o princípio da divisibilidade, presente em materiais que, como o ouro, servem bem como moeda.

A menor fração da moeda é 0,00000001. Esse número de Bitcoins é denominado “um Satoshi”, em homenagem ao pseudônimo do criador da moeda.

A fração garante liquidez para o Bitcoin. Mesmo que os mais de 7 bilhões de habitantes da Terra demandem os mais de 17 milhões de Bitcoins já minerados, sua grande divisibilidade garante que eles possam comprar muitos Satoshis.

Isso evidencia que os usuários não precisam se preocupar com o fim do aumento na oferta da moeda. Os investidores provavelmente apreciarão o acontecimento. Se ocorre valorização durante o aumento da oferta, ela pode acelerar com o fim da expansão.

E quando a expansão acabar?

Os mineradores podem, entretanto, sentir um forte baque com o fim das recompensas. A atividade não será completamente cessada, já que há outra utilidade para o processamento das máquinas.

As transações de Bitcoins precisam ser processadas, e se paga uma pequena taxa para isso. O impacto do fim da expansão sobre os mineradores é difícil de calcular devido à variação no pagamento das taxas, além da mudança tecnológica.

É possível que, quando atingirmos o limite do Bitcoin, a mineração seja até mesmo mais lucrativa do que agora. O avanço tecnológico vem reduzindo muito os custos, e o maior uso da moeda disponibilizará mais operações para serem processadas.

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