Assim como cuidamos da nossa saúde física, também devemos nos preocupar com a nossa saúde financeira. Se a primeira evita que fiquemos doentes e nos oferece mais disposição para as tarefas diárias, a segunda evita contrair dívidas e perder o controle financeiro.

Ambas são extremamente importantes, apesar disso nem todos se atentam aos cuidados com a sua saúde financeira – e nem sabem exatamente como ela funciona ou porque é tão importante. Esse é o seu caso? Então, siga conosco!

O que é saúde financeira?

Saúde financeira não é sinônimo de ter muito dinheiro ou uma poupança “gorda”. Na verdade, o termo significa equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta, de modo que não tenha preocupações emergenciais.

Ou seja, podemos entender saúde financeira como a capacidade de ter uma relação saudável com o seu dinheiro, equilibrando os seus gastos e conseguindo realizar seus sonhos materiais de curto, médio e longo prazo.

É por isso que, mesmo uma pessoa muito rica, não, necessariamente, tem saúde financeira, já que ela poderá gastar descontroladamente e não ter uma relação saudável com a sua fortuna.

Por sua vez, uma pessoa com uma renda mais modesta pode ter uma relação mais saudável com seu dinheiro, vivendo de acordo com o que ganha e evitando gastos além da sua capacidade financeira, se planejando para alcançar suas metas.

Como entender minha saúde financeira?

Agora que você já entendeu o que é saúde financeira, ficou mais fácil diagnosticar como está a sua relação com o dinheiro, não é?

Se você não tem ideia da sua situação financeira, não sabe quanto costuma gastar por mês (e nem como a sua renda é distribuída entre os seus gastos mensais), está sofrendo com dívidas ou tem hábitos de consumo descontrolados e não compatíveis com a sua realidade financeira, cuidado!

Esses são sinais claros de que está na hora de rever a sua relação com o dinheiro, buscando maneiras mais saudáveis de consumir e também mais racionais de poupar.

O contrário também é válido. Acumular dinheiro e não realizar nada com ele, deixando seus sonhos à espera de um momento ideal que nunca chegará, não é ter uma relação saudável com o dinheiro. Afinal, é preciso ter equilíbrio.

Como melhorar minha saúde financeira?

Depois de ler os tópicos anteriores, você notou que está precisando dar uma guinada na sua saúde financeira? Abaixo, separamos dicas importantes que vão lhe ajudar nessa jornada.

Conheça sua realidade financeira

O primeiro passo para conquistar a saúde financeira é entender qual é a sua realidade financeira. Isso é, quanto você ganha por mês e quanto gasta. A partir desse exercício simples, você conseguirá avaliar se os seus gastos estão de acordo com o seu padrão e a sua realidade, ou se você terá que modificar seus hábitos de consumo.

Organize-se

A organização é fundamental para conseguir lidar bem com todas as suas demandas financeiras. Uma planilha ou o velho caderninho podem ajudar.

Crie o hábito de, todos os meses, anotar as entradas e as saídas. Ou seja, coloque tudo o que você ganha na sua planilha (salário, adicionais, hora extra, freelas, aluguéis etc.) e tudo o que gasta (aluguel, financiamento imobiliário, energia elétrica, água, gás, supermercado, escola, plano de saúde, combustível etc.).

Anote mesmo os pequenos gastos, assim será mais fácil controlar o seu dinheiro e, principalmente, conseguir entender o que pode ser reduzido.

Preveja seus gastos

Se você tem gastos recorrentes, ou seja, que ocorrem todos os meses com valores mais ou menos parecidos, é fácil montar um planejamento financeiro. Afinal, você já tem ideia de quanto do seu salário estará comprometido com essas dívidas.

O que sobrar, pode ser dividido entre atividades de lazer, reserva de emergência e poupança para seus sonhos. Divida seus gastos em categorias, assim ficará mais fácil pensar em qual é o máximo que você poderá destinar de dinheiro para cada uma delas, evitando gastar mais do que você pode arcar.

Saúde financeira é o equilíbrio entre os seus ganhos e custos ao longo do mês. Cuidar dela te ajudará a realizar sonhos e metas.

Crie uma reserva de emergência

A reserva de emergência é extremamente importante. Ela é usada para aqueles gastos inesperados – e que podem consumir boa parte da nossa renda. Por exemplo, conserto do carro, vazamento em casa, doença de alguém da família ou do pet, entre outros.

Todos os meses, separe um pouco para a sua reserva – e quando usá-la, lembre-se de repor esse valor. Você poderá abrir uma conta poupança ou uma conta digital para essa reserva, assim o dinheiro acabará rendendo um pouco e você poderá retirá-lo quando precisar, sem burocracia ou perda de rentabilidade.

Estipule metas

Quais são seus sonhos? Pense nas suas metas financeiras e se planeje para cumpri-las. Por exemplo, comprar uma casa, um carro, fazer uma viagem para outro país etc.

Avalie o valor total que você precisará para essa meta e separe um pouco por mês do seu orçamento. Muitas vezes, para isso, será preciso sacrificar alguns pequenos prazeres momentâneos, pensando lá na frente. A saúde financeira consiste justamente em ter essa maturidade e equilíbrio para entender o que pode ser reduzido agora, para se conseguir atingir uma meta futura.

Quite suas dívidas

É impossível realizar suas metas se você tiver dívidas, principalmente aquelas com juros altos, como do cartão de crédito ou do cheque especial. Na hora de fazer seu orçamento, aproveite e liste todas as dívidas que você possui.

Separe aquelas com juros mais altos ou que sejam de serviços prioritários, como o financiamento da casa. Tente negociar com o seu credor para conseguir melhores condições e converse explicando o quanto você poderá pagar por mês.

Negocie para pagar parcelas que não extrapolem 30% do seu orçamento, evitando comprometer demais a sua renda mensal. A negociação é fundamental, pois demonstra sua boa-fé em pagar o que deve e é possível, com isso, conseguir condições melhores, como redução na taxa de juros.

Pesquise antes de comprar

As compras por impulso podem acabar com todo o seu planejamento financeiro. Antes de comprar algo, reflita se você realmente precisa daquilo, se usará por tempo suficiente para compensar o investimento e se não existem alternativas com preços melhores.

Não é vergonha nenhuma pesquisar antes de comprar, comparando orçamentos e condições e encontrando aquela opção que mais se adeque a sua capacidade financeira.

Controle seus gastos

Gastar mais do que você ganha é um caminho para se endividar. Quando você começa a entender a sua realidade financeira, fica mais fácil compreender o quanto você poderá comprometer sua renda por mês com gastos supérfluos.

Antes de fazer uma compra parcelada, por exemplo, analise se você terá condições de arcar com as parcelas sem comprometer suas outras dívidas, mesmo que as parcelas tenham valores baixos. Compare, ainda, se você conseguiria juntar o dinheiro em alguns meses para fazer a compra à vista – e quanto seria o desconto para esse tipo de pagamento.

Muitas vezes, vale a pena esperar alguns meses e comprar o que você deseja com um valor menor, sem comprometer seu orçamento. Ter essa maturidade é sinal de uma boa saúde financeira.

Comece a investir

Para conseguir realizar seus sonhos, é muito importante começar a investir. Mas para isso, conhecimento é fundamental.

Avalie se suas metas são de curto, médio ou longo prazo e qual é o seu perfil de investidor, buscando opções que sejam mais adequadas. No início, a dica é começar por investimentos mais seguros, como os de renda fixa. E conforme você for ganhando mais conhecimento e experiência, buscar produtos de renda variável.

Planeje a aposentadoria

É sabido que ninguém consegue trabalhar até o fim da vida, já que isso compromete (e muito) o seu bem-estar. Mas para conseguir ter uma boa aposentadoria, você precisa começar o planejamento cedo.

Invista um pouco por mês para poder ter uma renda melhor no futuro. Existem várias opções, como o Tesouro Direto, Previdência Privada, fundos de investimento, imóveis e também criptomoedas. Tudo dependerá do seu perfil e do quanto de risco está disposto a correr.

Incorporar esses passos na sua rotina te darão maior controle sobre suas finanças, a evitar dívidas e estar preparado para gastos inesperados.

Saúde financeira x Educação financeira: quais as diferenças?

Embora muitas pessoas usem saúde financeira e educação financeira como sinônimos, as expressões têm algumas diferenças básicas.

A educação financeira se refere ao nível de informação que uma pessoa tem sobre como lidar com seu dinheiro, fazer boas escolhas e optar pelos melhores investimentos para o seu perfil.

É por isso que tem o nome de “educação”, já que está relacionado à instrução e aprendizado. Quando se tem uma boa educação financeira, consequentemente, a saúde financeira também melhora, pois você terá subsídios suficientes para tomar decisões acertadas sobre sua renda.

Por isso, uma dica para quem deseja alcançar a saúde financeira é investir em educação financeira.

O que isso significa? Buscar conhecimento sobre finanças pessoais, investimentos e economia, entendendo os conceitos básicos, as novidades do setor, o funcionamento das taxas de juros e acompanhar as notícias de economia do Brasil e do mundo, compreendendo como esses acontecimentos impactam sua vida financeira.

Saúde financeira e Criptomoedas

As criptomoedas são um tipo interessante de investimento – e que muitas pessoas têm usado para diversificar a carteira de investimento.

Ou seja, quando você investe, é importante não investir toda a sua renda em um só produto, por exemplo, deixar todo o dinheiro na poupança ou no Tesouro Direto. Porque, se esses investimentos não tiverem uma boa performance ou sofrerem com perdas, você comprometerá toda a sua renda investida.

Quando você investe em algumas alternativas, o que perde com um investimento acaba sendo compensado pelos ganhos de outro, equilibrando a balança.

Nesse sentido, as criptomoedas podem funcionar muito bem, já que não dependem de governos e nem bancos centrais e têm suas cotações definidas pelas variações do mercado, com períodos de ganhos bem altos.

O Bitcoin é a criptomoeda mais conhecida, porém, além dela, existem várias outras, destinadas a diferentes perfis de investidores.

Mesmo para investir em criptomoedas e criptoativos, no entanto, a saúde financeira é crucial. Afinal, esse é um investimento volátil, no qual você poderá ter grandes ganhos e também grandes perdas. Por isso, ter maturidade para lidar com seus investimentos e com o seu dinheiro, tomando ações embasadas e acertadas, faz toda a diferença.

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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.