Após um mês positivo com aquela “ajudinha” do Presidente Xi Jinping, Novembro trouxe uma queda de 17% em dólar na capitalização total das criptomoedas. Foram alguns golpes duros com EUA baixando juros pela 3ª vez no ano, hack na exchange Coreana Upbit e China solicitando encerramento de atividades das exchanges estrangeiras que ainda atuavam no país.

Criptos em Queda vs Mercados em Alta

Os bons ventos da China que ajudaram os mercados no mês passado podem ter mudado de sentido, conforme mencionamos em nosso relatório “Crash no Bitcoin!”. Completou o cenário pessimista a redução na taxa de juros pelo FED, levando o índice da bolsa norte-americana para nova máxima histórica.

Alguns analistas apontam como fatores determinantes pra queda das criptos o anúncio do Facebook Pay, concorrente do WePay e AliPay, além do lançamento dos serviços bancários da Google em parceria com Citibank

Criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – 30/11/2019

*Em breve na Bitcointrade

Notícias do mundo cripto:

Alemanha libera criptos: País regulamentou exchanges dando autorização prévia para bancos, inclusive de custódia (guarda). Demais entidades devem aplicar para uma licença.

Regulação Hong Kong: Embora seja uma das regiões mais abertas à inovação, a SFC (equivalente a CVM) informou que irá regular apenas exchanges que atendam exclusivamente clientes institucionais.

ETF da Bitwise: Havia sido rejeitado pela SEC mês passado, mas foi colocado em revisão. Um novo período de audiência pública foi fixado até 18/Dez, mas não há um prazo final para a decisão.

Bitcoin (BTC) 1: Após um fraco início de mês, a bolsa de valores cripto BAKKT teve uma média de volume superior a USD 20 milhões diários no contrato futuro de Bitcoin. Lembrando que seu principal sócio é a tradicional bolsa NYSE.

Bitcoin (BTC) 2: Tradicional gestora de criptos regulada nos EUA, Galaxy Digital, anunciou novo fundo de investimentos em Bitcoin voltado para investidores qualificados (institucionais) amparado pela BAKKT e Fidelity Investments.

Hack na Upbit Coreia: Exchange teve cold wallet de Ethereum hackeada, mas prometeu ressarcir os clientes. Foram 342 mil ETHs, totalizando R$ 215 milhões.

Litecoin (LTC): Fundação Litecoin minimizou vulnerabilidade exposta no protocolo MimbleWimble. Fundador Charlie Lee alega que interesse no projeto é fungibilidade, ocultando o tamanho das transações do Litecoin e consequentemente saldo das wallets.

Bitcoin Cash (BCH): Roger Ver prometeu levantar USD 200 milhões para investir no ecossistema da moeda, principalmente em ferramentas não-custodiais e meios de pagamento.

Ripple (XRP): John Whelan, diretor de investimentos digitais do Santander, afirmou que pretendem expandir a utilização da tecnologia Ripple em operações de remessas.

Ethereum (ETH): Banco Standard Chartered, investidor da empresa Ripple, anunciou integração à Ethereum Enterprise Alliance. A associação conta com parceiros de peso como Santander, Microsoft e Hyperledger.

Ripple (XRP): Adquiriu a plataforma de smart contracts Flare Networks visando criar uma stablecoin gerenciada por algoritmos.

EOS (EOS): Produtora de blocos EOS NY reclamou que alguns proponentes a validadores criavam múltiplas contas. Os 21 mais votados são utilizados como produtores de blocos.

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Acumulando alta de 25,3% no ano o S&P atingiu máxima histórica na 4ª feira 27/Nov aos 3.153 pontos. O Federal Reserve recomprou mais de USD 270 bilhões em títulos de dívida no mercado desde 11/Set, injetando liquidez na economia e abrindo caminho pra melhorar os resultados corporativos. Já o índice FTSE 100 da bolsa de Londres encerrou Novembro em queda de 0,1% aos 7.346 pontos.

A tensão na disputa comercial entre China e EUA segue a todo vapor prejudicando crescimento em diversas potências: PIB da Zona do Euro e Japão ficaram praticamente estagnados no 3º trimestre. Vendas no varejo do Reino Unido e EUA no mês de Outubro fecharam no vermelho.

Quem se deu bem:

Dommo Energia (DMMO3), antiga OGX, disparou 55% no mês na B3 Bovespa após reduzir prejuízo do 3º trimestre em 70%.

Ubiqui (UI), fabricante de roteadores e gadgets, subiu 54% no mês após surpreender com lucro por ação 23% acima do ano anterior.

Dexcom (DXCM), produtora de medidores de glicose, subiu 47% em Novembro após surpreender com receita 46% acima do ano anterior e confirmação da entrega dos modelos G6.

Já as ações do frigorífico Minerva (BEEF3) subiram 42% com expectativa de queda nas tarifas de exportação pra China e anúncio de potencial IPO (oferta pública) de sua subsidiária na América Latina

Quem se deu mal:

Expedia (EXPE), gigante de vendas de passagens aéreas e pacotes pela web, desabou 26%. A empresa culpou a mudança no algoritmo de buscas do Google que também impactou a rival TripAdvisor.

Na bolsa de Paris as ações da empresa de satélites SES cederam 31% após o presidente da Comissão Federal de Comunicações dos EUA sugerir leilão da rede 5G.

As ações da CVC Viagens e Turismo (CVCB3) apresentam queda de 21% nos últimos 30 dias após reportar impacto negativo causado pela recuperação judicial da Avianca Brasil.

Já a varejista tradicional Dollar Tree (DLTR -17%) cortou estimativas de lucro alegando impacto das tarifas de importação de produtos chineses.

Transporte secreto de ouro da Polônia

Segundo a G4S, uma das maiores empresas de operações logísticas bancárias do mundo, 8.000 barras de ouro foram movidas secretamente dos cofres da Inglaterra para seu proprietário, o governo da Polônia.

A fortuna avaliada em mais de R$ 20 bilhões envolveu o fretamento de um Boeing 737, escolta policial com helicóptero, além de uma nova operação secreta na Polônia para transporte até o destino final.

Adicione a esta operação o custo de seguro, além do valor cobrado pela G4S para realizar a operação. Todo este problema poderia ter sido resolvido ao custo de 1 dólar usando o Bitcoin.

Google e Facebook investem em solução de pagamentos

Em meados de Novembro o Facebook anunciou o lançamento do seu Facebook Pay, plataforma digital de finanças pra concorrer com WePay e Alipay, a gigante Google tirou do chapéu uma parceria com o Citigroup (ex-Citibank) para oferecer sua conta-corrente digital.

Embora não tenha relação direta com criptomoedas, certamente sinaliza interesse de ambos os grupos em meios de pagamento digitais. Poderiam estas gigantes criar um produto mais seguro e eficiente que os sistemas tradicionais? Haverá integração com criptos no futuro? São questões que levarão alguns anos pra serem respondidas…


E aí, gostaram do nosso resumo? Se tiverem dúvidas ou sugestões de temas a serem abordados no mês que vem, comentem aqui embaixo! A opinião de vocês é super importante para nós.