Em mês de expectativas de resultados tanto das gigantes de tecnologia, quanto das eleições dos EUA, os mercados internacionais terminaram outubro em leve queda. O índice S&P500 dos EUA chegou a apresentar alta de 5%, porém reverteu o movimento nas últimas 2 semanas conforme Joe Biden avançava nas pesquisas. Neste cenário, o Bitcoin subiu 27% em dólar, chegando a testar os 14.100 dólares, ou R$ 80.700 no Brasil.

PIB da Europa cai menos que o previsto, apenas 4,3% ante o mesmo período em 2019. Resultados trimestrais nos EUA desapontaram investidores nas empresas de cartão de crédito, além de algumas gigantes de tecnologia como IBM, Cisco, Intel e Salesforce. Outro fator apontado para a piora no sentimento foi a segunda onda do vírus, enquanto as promessas de uma vacina eficaz e segura parecem ter ficado para o próximo ano.

Acabou o fôlego das gigantes de tecnologia?

A receita trimestral da Apple ficou em US$ 64,7 bilhões, ante US$ 64,0 bilhões no ano anterior. A receita fora dos EUA também permaneceu estagnada na casa dos 60%. 

Já a gigante IBM apresentou o terceiro trimestre consecutivo de queda nas receitas, US$ 17,6 bilhões. O número ajustado ficou 3,1% abaixo do ano anterior. 

Outra tradicional empresa do setor de tecnologia, Cisco Systems, anunciou que sua receita irá declinar cerca de 10% ante 2019.

No entanto, é difícil afirmar quanto desta queda ocorre em função da pandemia, atrasando entregas e reduzindo o fluxo de pessoas nas empresas e lojas. 

De qualquer modo, o mercado não reagiu bem aos resultados, colocando em dúvida a capacidade da maior economia do mundo de continuar crescendo neste cenário.

Altcoins sofreram na última semana do mês, enquanto o Bitcoin saltava dos 13 mil dólares para testar a máxima do ano de 14.100. A confirmação da entrada do Paypal na intermediação de criptomoedas foi o estopim para a alta. Este movimento causou fortes quedas nas altcoins, embora a maioria tenha fechado o mês no azul.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 31/out

Notícias do mundo cripto:

Paypal: Iniciou operação de compra e venda de BTC, ETH, LTC e BCH para seus 350 milhões de clientes, além de informar que seu app Venmo passaria a funcionar como wallet.

OKEx: Exchange asiática suspendeu saques após prisão temporária do fundador, acusado de facilitar lavagem de dinheiro.

Bitcoin (BTC): Empresa de pagamentos Square, listada em bolsas nos EUA, anunciou aquisição de US$ 50 milhões em BTC.

Bitcoin (BTC): Hashrate, poder de mineração, caiu 25% nos últimos 12 dias do mês com fim do período de chuvas na China elevando custo de energia.

Ethereum (ETH): Queda na utilização das exchanges descentralizadas levou a uma retração de 65% no número de transações na rede em outubro

Ethereum (ETH): Protocolo Harvest Finance sofre ataque e tem US$ 24 milhões drenados de seus smart contracts

Bitcoin Cash (BCH): Exchange Poloniex lançou negociação do contrato futuro do fork de BCash ABC

Bitcoin Cash (BCH): Binance e OKEx dizem que vão dar apoio na listagem do novo fork, programado para 15/Nov

Litecoin (LTC): Charlie Lee confirmou em entrevista que protocolo MimbleWimble de privacidade será integrado em 2021

Litecoin (LTC): Anunciou parceria com Cred, de empréstimos em criptos

Ripple (XRP): Banco JP Morgan lançou sua rede blockchain própria para pagamentos interbancários e grandes empresas, utilizando a stablecoin JPM Coin

Ripple (XRP): Pagou ao parceiro Moneygram 9 milhões de dólares nos últimos 3 meses para utilizar a moeda XRP em parte das transações internacionais

EOS (EOS): Google Cloud confirmou interesse em ser validador de blocos da rede, porém explicou que interesse é para aprendizado na tecnologia, de maneira similar ao acordo com Hedera Hashgraph

EOS (EOS): Contratou ex-diretor de tecnologia do Goldman Sachs, Marty Chavez, para presidir conselho de administração da Block.one

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Com atraso nas pesquisas de vacinas e incerteza das eleições, o S&P500 nos EUA encerrou outubro em queda de 2,8%. Os destaques negativos foram os setores de tecnologia e consumo, por conta da queda na demanda. Na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com queda de 4,9%. Na Alemanha tivemos o DAX30 caindo 9,4%, seu pior desempenho mensal em 7 meses.

Investidores venderam as ações que haviam performado melhor no ano se preparando para a volatilidade causada pelas eleições. No entanto, o ouro, que teve os Bancos Centrais atuando na venda no último trimestre, não conseguiu romper a barreira dos USD 1.900, encerrando em leve queda de 1,3% no mês.

Quem se deu bem:

Snapchat (SNAP US) subiu 51% após reportar alta de 52% na receita ante o ano anterior, acompanhada de Pinterest (PINS US) +42%, que também surpreendeu positivamente nos resultados

CSN (CSNA3) subiu 24,5% com bons resultados trimestrais e expectativa de abertura de capital da unidade de mineração

WEG (WEG3) teve alta de 15% após lucro líquido crescer 54% ante o ano anterior

Quem se deu mal:

CVC (CVCB3) cedeu 24% com novo lockdown em alguns países por conta da segunda onda do vírus;

Lojas Americanas (LAME4) caiu 18% após divulgar lucro líquido crescendo apenas 3,5% no trimestre;

Cogna Educação (COGN3): A rede de ensino cedeu 17% com endividamento próximo do limite de 3 vezes e fracas perspectivas de crescimento no ensino presencial.

Square compra US$ 50 milhões em BTC

A intermediadora de pagamentos Square, listada na NYSE, e avaliada em US$ 70 bilhões, anunciou a compra de US$ 50 milhões em Bitcoin. A empresa é fundada e controlada por Jack Dorsey, criador da rede social Twitter.

Sua wallet de pagamentos Cash App já permitia a compra e venda de Bitcoin para seus 30 milhões de usuários. No entanto, é mais um passo na legitimação da criptomoeda como reserva de valor institucional.

IPO da Ant Group é cancelado na China

O braço financeiro do Alibaba, conhecido como Alipay, estava em vias de realizar sua abertura de capital simultânea na China e em Hong Kong. A empresa pretendia levantar US$ 32 bilhões, despertando o interesse de todos ao se tornar o maior IPO do mundo.

No entanto, a empresa controlada pelo bilionário Jack Ma, com mais de 1 bilhão de usuários ativos na plataforma, teve sua oferta de ações cancelada pelo agente regulador. O motivo alegado foi falta de transparência e incerteza regulatória.

O mais curioso é que havia mais de US$ 3 trilhões de volume financeiro interessado na compra do ativo. Certamente estes investidores vão buscar outros investimentos na área de tecnologia e finanças (Fintechs), e o Bitcoin pode ficar com parte deste montante.


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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.