Na década de 50, um professor universitário norte americano fez um experimento com alguns ratos e colocou os animais em potes de vidro cheios de água. Os potes eram maiores do que a “altura” dos ratos em pé, e por serem de vidro e estarem molhados, era impossível escalar ou se apoiar para sair. Na prática, os ratos não tinham outra opção senão nadar – literalmente – até a morte.

O professor anotou o tempo que demorou para que os ratos morressem. Na média, esse tempo ficou em algo perto de 15 minutos. Alguns um pouco mais, outros um pouco menos.

Pois bem. Para a segunda rodada, o professor pegou uma nova leva de ratinhos e o teste foi basicamente igual, com uma sutil diferença: apenas alguns segundos antes dos ratos desistirem, o professor pegou os animais, secou e os deixou descansar por alguns minutos e até se alimentarem. Logo depois, todos os ratos foram colocados novamente nos recipientes.

Dessa vez, os ratos “sabiam” que mais cedo ou mais tarde seriam eventualmente resgatados. O resultado? Na média, os ratos ficaram 60 HORAS nadando até desistir e morrer. Isso não é um erro de digitação. 60 horas é 240 vezes mais do que os 15 minutos originais. O rato “campeão” resistiu por mais de 80 horas.

Mas, o que um afogamento em massa de ratos nos anos 50 tem a ver com o Bitcoin? Vamos lá: no caso dos ratos, ter sobrevivido à experiência do quase afogamento antes de terem sido salvos, secos e alimentados criou neles a certeza de que aquela realidade iria se repetir. O salvamento os deu esperança para seguir nadando pois em suas cabeças, por mais limitadas que fossem, eles tinham certeza de que em algum momento eles seriam novamente resgatados.

Nosso mercado de criptomoedas constantemente nos “testa” e tenta nos afogar. Quando o mercado vira, é a hora em que devemos lutar e seguir nadando, acreditando que eventualmente a “maré vai virar”. Vender na baixa, muitas vezes por bem menos do que o preço de entrada, é desistir de nadar e aceitar o afogamento.

Muitos de nós já passamos por esse “aprendizado”. No final de 2017/início de 2018, o Bitcoin saiu da sua máxima, que na época estava no patamar dos 20 mil dólares, até os 6 mil dólares. Uma redução de mais de 60% em menos de 60 dias. Já em Março de 2020 a queda foi dos U$ 10.500, a máxima do ano até então, até os U$ 3.800, ironicamente uma queda no mesmo patamar dos 60%.

No momento, estamos com uma perda acumulada desde máxima (64 mil dólares, no dia 14 de Abril) de mais ou menos 40%. Ainda há espaço para queda? Sim. No dia 19 de Maio, quando o Bitcoin atingiu a cotação de 30 mil dólares, esse preço representava uma queda de 53% em relação à máxima de algumas semanas antes.

Nada do que estamos vivendo é inédito. Caso o Bitcoin volte a corrigir forte a sua cotação, buscando novos fundos em 30, 25 ou até 20 mil dólares, ninguém poderá dizer que “isso nunca tinha acontecido”. Mas os fundamentos não mudaram. O interesse dos grandes bancos e fundos de investimentos não diminuiu. A segurança da rede não foi, em nenhum momento, comprometida. O Bitcoin segue sendo como sempre foi: seguro, volátil, escasso, descentralizado, deflacionário e revolucionário. No longo prazo, a tendência segue extremamente positiva e otimista.

A única coisa que pode ter mudado, para melhor, é a forma como as pessoas vão encarar a queda. Dessa vez, seremos os ratinhos que desistem depois de 15 minutos, ou os que lutam bravamente por mais de 80 horas?

Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.