Desde que o Bitcoin se tornou valioso e conhecido, a busca por uma nova criptomoeda tão bem sucedida quanto ele começou. Algumas se tornaram boas apostas, como é o caso do Ethereum e Litecoin, entretanto nem todas vingaram ou conseguiram atingir as expectativas criadas nos seus white papers.

Para quem investe nesse setor, é indispensável ficar de olho nessa movimentação e saber definir quando uma nova criptomoeda é realmente vantajosa e possui um plano de lançamento sólido, merecendo seu investimento e atenção, ou quando é melhor se proteger de possíveis prejuízos.

Não sabe o que analisar quando surge uma nova criptomoeda? Continue a leitura e confira esse guia que preparamos para você!

Como surge uma nova criptomoeda?

Antes de entender o que analisar, é preciso compreender como é o processo de surgimento de uma nova criptomoeda. Em geral, esse processo se inicia com um ICO – sigla para initial coin offering. Essas ICOs são divulgadas em fóruns sobre criptomoedas para um público selecionado de entusiastas.

É uma prática semelhante ao crowdfunding, na qual os investidores “compram” uma oferta inicial da nova criptomoeda, em troca de outras já estabelecidas, para permitir que essa tecnologia seja gerada. O primeiro ICO que se tem notícia foi feito em 2013, quando a Ripple Labs começou a desenvolver um sistema de pagamento chamado Ripple. Hoje, a Ripple é a terceira moeda virtual com maior valor de capitalização do mercado.

Contudo, um dos casos mais famosos de ICO foi o Ethereum, lançado em 2014. Na época, os idealizadores conseguiram arrecadar quase 20 milhões de dólares para desenvolver a plataforma.

Nesse ICO, os criadores da criptomoeda precisam informar uma série de itens capazes de dar certa “segurança” aos investidores, explicando em um documento conhecido como white paper como será o funcionamento da nova criptomoeda, a tecnologia que será usada, formas de mineração, formas de pagamento aceitas para investir na tecnologia, entre outras características.

Alguns white papers são mais confiáveis que outros – e isso influencia muito no quanto de força a nova criptomoeda terá. Basicamente, não é muito difícil criar uma nova criptomoeda, especialmente porque a maioria utiliza a tecnologia já existente da Blockchain, apenas adaptando alguns pontos para deixá-la mais eficiente do que as disponíveis.

Passos para criar uma nova criptomoeda

Caso você quisesse criar uma nova criptomoeda, quais passos teria que tomar? Simplificamos abaixo o processo para que você entenda melhor o funcionamento desse sistema.

Use o poder da comunidade

Nunca esqueça de conferir o que está sendo dito nos fóruns sobre as novas criptomoedas.

Quanto mais pessoas se interessarem e usarem a nova criptomoeda, mais forte ela se tornará. Por isso, o primeiro passo é se unir a uma comunidade. É justamente esse fato que faz com que a maioria dos lançamentos sejam realizados em fóruns específicos sobre o tema, sendo o BitcoinTalk o mais conhecido.

Isso foi exatamente o que ocorreu com o Bitcoin e mais recentemente com o Ethereum. Quando essas moedas surgiram, elas tinham um valor de mercado bem baixo. Porém, conforme mais pessoas passaram a usá-las (inicialmente, os entusiastas da área e, hoje, com um público mais amplo), maior também passou a ser a valorização delas.

Tenha conhecimentos em programação

De forma bem simples, podemos entender uma criptomoeda como um registro digital criptografado que funciona dentro de um banco de dados poderoso e seguro. Esse banco de dados é chamado Blockchain e possibilita as transações e dá segurança à elas. Para criar tanto esse arquivo virtual como o banco de dados será necessário conhecimentos em programação e criptografia.

Não é preciso inventar a roda. O custo será menor se o lançamento da nova criptomoeda utilizar a tecnologia já existente. Então, ao invés de criar uma nova Blockchain, muitos programadores utilizam o que já existe, aproveitando também da familiaridade das pessoas com a rede e a segurança que ela possui, ajudando a atrair mais investidores e interessados.

Quanto melhor for a equipe de programadores, maiores as chances de sucesso da nova criptomoeda. Assim como suas definições, é preciso definir a quantidade que será emitida, como será a distribuição e formas de funcionamento.

Conquiste os mineradores

Depois de codificar e programar a sua nova moeda virtual, é preciso disseminar a ideia e conquistar pessoas que tenham interesse em minerá-la. É assim que, com sorte e dedicação, as criptomoedas passam a conquistar mais usuários, ser mais usadas e, consequentemente, ter um valor mais alto.

Lembre-se que quem alimenta a nova criptomoeda são as pessoas que a mineram, por isso é importante conquistar a confiança dos mineradores.

Conheça os comerciantes e o público da nova criptomoeda

Agora que você já tem a criptomoeda rodando e pessoas com ela na carteira, é preciso convencer os comerciantes de que esse pedaço de código tem algum valor físico – e essa é uma das tarefas mais difíceis e é o que faz com que muitas moedas virtuais acabem fracassando.

Por isso, é importante achar o público-alvo específico da nova moeda. Em geral, os fóruns são onde os desenvolvedores “testam” suas criações, entendendo a repercussão e as reações dos usuários.

Se você conseguir expandir a sua criptomoeda para que ela seja aceita como forma de pagamento em comércios físicos e online, certamente ela passará a ter um grande valor de mercado e terá mais chances de se tornar um sucesso, aumentando a sua aceitação e deixando de circular apenas entre os entusiastas do setor. A partir daí, a criptomoeda já terá “vida própria”.

Como analisar uma nova criptomoeda e saber se vale a pena investir?

Agora que você já entendeu como funciona o lançamento de uma nova criptomoeda, é mais fácil descobrir o que analisar antes de investir nesses lançamentos, certo? Veja algumas dicas essenciais!

Considere investir na fase de ICO

Na hora de investir em uma nova criptomoeda, muitos preferem fazer isso ainda na fase de ICO. Essa é uma possibilidade arriscada, mas que também pode trazer ganhos significativos, principalmente se a moeda se tornar valiosa.

Nesse caso, é preciso seguir algumas dicas que vão lhe dar um pouco mais de segurança, como:

Compre enquanto a nova criptomoeda ainda está em baixa

Comprar a nova criptomoeda quando ela estiver com a cotação baixa é uma ótima forma de evitar prejuízos.

Outra possibilidade de ganhar dinheiro com as criptomoedas mais novas é comprando essas opções enquanto elas ainda estão em baixa e são poucos conhecidas, mantendo-as na carteira até que haja uma boa valorização. Em geral, assim que essas opções chegam às exchanges, elas estão com um preço bem baixo – o que faz com que muitos investidores não se sintam interessados por ela.

Isso acontece porque os compradores da pré-venda e os que receberam a moeda gratuitamente estão “despejando” essas novas moedas no mercado. Assim, com muita oferta e baixa procura, seu preço de mercado tende a cair. Mas, se a criptomoeda for realmente boa, a tendência é que esse efeito seja minimizado com o tempo, fazendo com que ela alcance uma boa valorização.

Porém, se o projeto não for forte e a empresa ou time desenvolvedor não forem conhecidos no mercado, a altcoin pode acabar se perdendo nesse caminho e não conseguir ter uma boa valorização. Por isso, esse é um investimento arriscado.

Use as ferramentas certas para analisar a nova criptomoeda

Se a nova criptomoeda já está em circulação, existem algumas ferramentas que você poderá usar para avaliar como ela está se comportando no mercado e fazer previsões. Uma das melhores é o site CoinMarketCap, referência no setor e usado por vários investidores.

O primeiro ponto a se observar é se a altcoin está listada no site. Caso ela não esteja, suspeite, porque há grandes chances de esse investimento ser, na verdade, um golpe.

Ao pesquisar sobre a criptomoeda, o site apresentará uma página específica com diversas informações, como:

Essa é uma maneira bem inteligente de avaliar a força da nova criptomoeda, grau de aceitação e como os outros usuários estão interagindo com ela. Apesar disso, é claro, não existe nenhuma certeza de que o mercado continuará se comportando da mesma maneira nos próximos dias e meses.

Avalie o mercado e entenda quais altcoins estão em alta

Por fim, é sempre importante acompanhar o mercado, lendo as notícias sobre o universo das criptomoedas e as avaliações dos especialistas, buscando aquelas altcoins que apresentam grande potencial de valorização.

Para quem ainda está começando no universo das criptomoedas e não deseja investir no Bitcoin, o mais indicado é procurar por altcoins já conhecidas e estáveis, como Ethereum, Ripple e Litecoin.

Quais as altcoins mais valiosas?

Como você viu, criar uma nova criptomoeda não é um trabalho assim tão fácil. Por isso que, mesmo com ideias interessantes, nem todas sobrevivem ou conseguem se transformar em um “case de sucesso”.

Afinal, é preciso entender mais do que apenas programação: é necessário ter equipes que analisem o mercado financeiro, conheçam muito bem o setor de criptomoedas e tenham poder de convencimento para que a moeda virtual seja aceita fora da comunidade.

Apesar disso, atualmente, temos algumas altcoins (nome dado às moedas virtuais alternativas ao Bitcoin) com boa valorização e aceitação. Vamos apresentar e explicar abaixo as principais.

Ethereum

Essa é a segunda criptomoeda mais valorizada do mundo.

Depois do Bitcoin, o Ethereum é a criptomoeda mais valiosa no mercado. Como dissemos, ela foi lançada em 2014, contudo, sua valorização apenas começou a ser mais expressiva a partir de 2017 – com um crescimento em torno de 2300%.

Hoje, ela é uma das principais apostas de valorização do mercado de criptomoedas – e algumas pessoas acreditam que ela é uma alternativa a altura do Bitcoin, apesar de ter um valor de mercado bem mais baixo em comparação à primeira moeda virtual.

A principal diferença entre o Ethereum e o Bitcoin é que a primeira é considerada uma plataforma aberta, direcionada para a criação e distribuição de aplicações descentralizadas, integradas aos sistemas financeiros, jogos e sistemas sociais.

Ou seja, o Ethereum surgiu como uma nova criptomoeda capaz de inovar no uso do Blockchain, permitindo que a plataforma vá além das questões financeiras e se torne uma forma de relacionamento com as instituições. É justamente esse caráter inovador que ajudou o Ethereum a crescer tanto.

Ripple

Essa criptomoeda é utilizada para as transferências de dinheiro entre os países.

Hoje, o Ripple é a terceira maior moeda por capitalização do mercado e foi a primeira a usar o ICO. A diferença para as demais criptomoedas é que o Ripple foi lançado e é controlado por uma empresa privada, a Ripple Labs.

Seu surgimento ocorreu com um propósito: facilitar a transferência de dinheiro entre as nações. Por isso, ela costuma ser usada como uma “moeda ponte”, ajudando os bancos e demais instituições financeiras a converter as moedas. Isso faz com que os principais bancos do mundo usem o Ripple, aumentando, é claro, o seu valor de mercado.

Litecoin

O Litecoin é considerado a quinta criptomoeda de maior valor no mercado.

Essa criptomoeda foi desenvolvida por um ex-engenheiro de software do Google e hoje é considerada a quinta moeda virtual por capitalização do mercado.

A ideia não era competir com o Bitcoin, mas desenvolver uma segunda linha de moedas, capaz de liberar 4 vezes mais unidades, fazendo com que o Litecoin se tornasse uma opção mais barata e menos escassa. O processo de mineração também possui um caráter mais inclusivo, pois exige máquinas com menor poder de processamento.

Conclusão

Como você viu, analisar uma nova criptomoeda é algo bem complicado e exige uma dose extra de conhecimento sobre o setor, a forma como essas moedas são criadas e lançadas e também os modos como elas se valorizam.

Independentemente dessas informações, saiba que investir em criptomoedas recentes é sempre um movimento arriscado, assim, quanto mais informações e preparo você tiver, menores serão os riscos associados.

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