O termo NFT surgiu em 2017 com a proposta de nomear a criação de tokens únicos emitidos por meio de um sistema de blockchain. Sua principal finalidade é resolver as dificuldades de comercializar e garantir a autenticidade de conteúdos digitais na era atual.

O primeiro blockchain a oferecer suporte para os NFTs foi o Ethereum. Porém, hoje outros sistemas estão criando os seus próprios tokens e conforme o seu uso se populariza, as opiniões de especialistas se dividem entre crenças de sucesso e previsões de fracasso.

Apesar de existirem há quatro anos, eles apenas ganharam a atenção dos investidores brasileiros em 2021, após algumas vendas milionárias auxiliadas por NFTs conquistarem espaço na mídia. Uma delas foi a comercialização do arquivo original do Nyan Cat — uma ilustração de gato bastante popular e replicada por toda a internet — por US$ 580.000 (cerca de R$ 3.044.420).

Porém, a atenção recebida pelos NFTs não se deu somente por conta do seu uso na comercialização de produções digitais originais por valores astronômicos.

Pesquisas como uma publicada pela revista americana Wired apontaram que transações com NFT podem consumir quantidades surpreendentes de energia elétrica, tornando-os aliados em potencial do aquecimento global.

Afinal, para além do buzz e das críticas, o que são os NFTs de fato?

O que é NFT?

A sigla NFT significa non-fungible token (token não fungível). Sendo assim, são tokens criados no ecossistema do blockchain de forma única. Cada NFT tem seu próprio preço e, por conta disso, trocar um por outro não tem o mesmo resultado de trocar um bitcoin por outro bitcoin.

Por serem códigos criptografados que garantem a autenticidade de uma peça digital, os non-fungible tokens se comportam como qualquer outro recurso especulativo — você pode comprá-lo, aguardar a sua valorização e vendê-lo novamente para receber lucro sobre essa transação.

Nesse cenário, os NFTs simulam no ambiente digital algo que há centenas de anos tem acontecido com obras de arte físicas. A pessoa que detém a posse de uma obra original — como um quadro do Picasso, por exemplo — tem consigo uma obra cujo valor cresce conforme os anos passam e que mantém a sua importância independentemente de todas as réplicas disponíveis na internet.

No entanto, apesar de parecer algo que tenderia a ser usado para a comercialização de peças digitais de alta sofisticação, não se engane. O NFT tem uma diferença primordial quando comparado com os certificados de autenticidade de antigas obras de arte: tudo no ambiente digital pode ser comercializado com um NFT. Vídeos, itens em jogos, fotos, ilustrações, montagens e até mesmo publicações em redes sociais já foram comercializados de forma autenticada por esse token.

Qual foi a primeira NFT da história?

Apesar do conceito ter sido criado há apenas quatro anos, a primeira NFT de fato surgiu em 2014. Quando ainda não se pensava em tokens não-fungíveis, o artista nova-iorquino Kevin McCoy, um entusiasta das criptomoedas, comercializou uma obra com um código criptografado de autenticidade por meio do sistema de blockchain.

Essa peça digital chamada “Quantum” consiste em uma ilustração animada, composta por um octógono com dois círculos em seu interior. As cores usadas nessa obra são basicamente preto, azul e rosa.

Por mais simples que seus elementos possam ser, em junho de 2021, a obra foi estimada em US$ 1,4 milhão, avaliação que se dá especialmente por conta do seu pioneirismo e do avanço que ela representa para a comercialização de arte na contemporaneidade.

Outros exemplos de NFT

Além do “Quantum” e da ilustração do Nyan Cat que mencionamos no início, outros exemplos de NFT são:

NFT: como fazer?

Se qualquer coisa digital pode ser vendida como NFT, é válido dizer que, sim, qualquer pessoa pode gerar um NFT.

Atualmente, o principal sistema de blockchain que dá suporte para non-fungible tokens é o Ethereum. Sendo assim, é recomendável ter uma carteira de Ethereum para conseguir receber o pagamento pelos seus NFT.

Além disso, como fazer NFT não é gratuito, será necessário ter algumas frações de Ethereum em sua carteira. A quantidade necessária irá variar conforme o marketplace de NFT escolhido. Algumas opções famosas são a Crypto e a OpenSea.

Após abrir a sua própria loja de NFT em uma das plataformas, você poderá fazer o upload dos arquivos digitais de sua autoria que você quer comercializar, gerar o token e aguardar a sua venda.

Enquanto estiver configurando a sua loja, recomendamos que preste atenção nas opções para o seu NFT. Alguns marketplaces permitem que você se beneficie de um recurso que te pagará uma porcentagem sempre que o NFT que você criou passar por alguma transação.

Como comprar NFT

Para comprar um NFT, independentemente do formato, você preferencialmente deve ter uma carteira digital com Ethereum. Além disso, precisará acessar um dos marketplaces de NFT para escolher o arquivo desejado e efetuar a sua compra.

É necessário lembrar que, assim como qualquer outra transação online, esta também é passível de fraudes. Por isso, é fundamental pesquisar sobre o marketplace com o NFT de seu interesse antes de efetuar o seu cadastro.

As NFT estão protegidas de roubos?

Assim como as criptomoedas, um NFT pode ser guardado em carteiras digitais, ou hardware wallets. Além disso, também podem ser furtadas por invasores, apesar de isso ser altamente improvável considerando-se o sistema de blockchain em que são baseadas.

O que você achou do NFT? Sem dúvidas, é uma tendência, e quem gosta de comprar criptomoedas e acompanhar avanços tecnológicos precisa se manter de olho nessa modalidade de tokens.