Máxima histórica de USD 61.800 atingida em 13 de abril, enquanto ouro apresentava perda de 9% no ano. Além da aprovação do pacote de estímulo de USD 1,9 trilhão, o governo americano prepara outro, provavelmente até maior. Com isso, os títulos de juros da dívida dos EUA passaram a sinalizar inflação, animando os investidores de Bitcoin, levando a criptomoeda para USD 1 trilhão de capitalização de mercado. A busca por ativos escassos também influenciou positivamente as principais bolsas de valores.

JP Morgan, Goldman Sachs e Morgan Stanley, bancos de investimento seculares nos EUA, passaram a recomendar Bitcoin para seus clientes, estabelecendo preços-alvo e oferecendo investimentos via fundos ou ETF. É importante lembrar que embora aprovada no Canadá, o ETF de Bitcoin segue sem listagem autorizada nos EUA. De qualquer forma, o produto canadense atingiu USD 940 milhões de capitalização em menos de 2 meses.

NFT vira febre e invade a indústria de criptos

Embora não possua uma relação direta com as criptomoedas, o NFT, token não-fungível, cresceu rapidamente no universo da arte digital e colecionáveis. Antes restrito aos CryptoKitties, os gatinhos virtuais únicos, a moda se espalhou e atingiu cifras milionárias.

Gigantes da indústria de entretenimento, incluindo a NBA de basquete, aproveitaram para lançar produtos, permitindo que fãs comprem “cards virtuais” com as melhores jogadas, que podem ser livremente negociadas entre os usuários da plataforma.

Na outra ponta, artistas digitais passaram a vender “assinaturas digitais” em cópias de suas obras. Embora o detentor não tenha direito de imagem ou exclusividade na exibição da obra, algumas pessoas enxergam valor em ser dono de uma “cópia certificada”.

Até mesmo a mais tradicional casa de leilão de arte do mundo, a Christie ‘s of London, entrou na jogada, vendendo uma obra do artista Beeple, ou Mike Winklemann, por 69 milhões de dólares.

Embora o pagamento, e até mesmo o registro, tenha ocorrido na rede Ethereum, o artista optou por vender imediatamente suas moedas, embolsando 60 milhões de dólares, excluindo custos e comissões.

Fundo Grayscale GBTC negocia 14% abaixo do valor justo, ou seja, os Bitcoins efetivamente contidos em sua carteira. Com isso, a empresa responsável pela gestora Grayscale anunciou uma recompra de USD 250 milhões para tentar conter a sangria, causada pelo lançamento do ETF de Bitcoin no Canadá, um produto mais barato e seguro.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 31/mar

Notícias do mundo cripto:

Tether: Dona da maior stablecoin em circulação conseguiu um parecer de um pequeno escritório de contabilidade em Bahamas com análise favorável do saldo de investimentos.

BlackRock: Confirmando aviso do Diretor de Investimentos em fevereiro, a gestora reportou uma compra de USD 10 milhões em contratos futuros de BTC. A empresa administra quase 9 trilhões de dólares.

BAKKT: A exchange de derivativos que possui NYSE, Microsoft e Starbucks de sócios lançou sua wallet de pagamentos, embora 3 anos após seu início.

Bitcoin (BTC): Rally das altcoins ganha força após Bitcoin falhar em romper os USD 60 mil, derrubando a dominância do BTC para a mínima de 7 meses, em 59%.

Bitcoin (BTC): Mineradores conseguem receita recorde de USD 1,5 bilhão no mês, dos quais 90% advindos do subsídio de novos BTCs.

Ethereum (ETH): Discussão entre mineradores e desenvolvedores esquenta após proposta EIP-1559 reduzir rentabilidade da mineração. Mudança é necessária para tornar a moeda deflacionária.

Ethereum (ETH): Visa autoriza pagamentos utilizando stablecoin USD Coin (USDC), que utiliza a rede Ethereum.

Bitcoin Cash (BCH): Número de transações na rede sobe de forma quase linear em jan/fev e se estabiliza próximo de 350 mil por dia, levantando suspeitas de manipulação.

Bitcoin Cash (BCH): Site de viagens e passagens aéreas Travala passa a aceitar BCH dentre as opções de criptos.

Litecoin (LTC): Empresa canadense Hello Pal, listada na bolsa de valores, compra fatia em uma mineradora de Litecoin.

Litecoin (LTC): Fundo LTCN da Grayscale negocia com prêmio de 500% para valor do LTC contido nas cotas.

Ripple (XRP): MoneyGram encerra parceria com Ripple após processo aberto pela justiça norte-americana.

Ripple (XRP): Ripple adquire 40% de participação na Tranglo, empresa asiática de remessas de valores internacionais fundada em 2008.

EOS (EOS): Perdeu um de seus maiores aplicativos de finanças descentralizadas DeFi, a Effect Network, que migrou pra concorrente Binance Chain (BSC) alegando falta de desenvolvimento na rede.

EOS (EOS): Criador da EOS, Dan Larimer, que havia abandonado o projeto, anuncia que irá criar uma nova criptomoeda, Clarion.

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Os investidores, mesmo reticentes com alta da inflação, perceberam que o governo vai seguir com os pacotes de estímulo. Está em discussão, inclusive, algo na casa de USD 10 trilhões em infraestrutura nos EUA. Nesse cenário, especialmente com taxas de juros quase zeradas, o S&P500 nos EUA seguiu em alta de 4,3%. Enquanto isso, na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com alta de 3,5%. Já a Alemanha teve seu índice DAX30 subindo 8,9%.

Investidores reduziram posição no ouro e ações do setor de minério, siderurgia e celulose, buscando setores com yield (retorno) mais previsível. Nesse cenário, os fundos ETF de ouro tiveram saída de USD 10 bilhões no primeiro trimestre.

Quem se deu bem:

Positivo ON (POSI3): em alta de 72% após apresentar lucro líquido de R$ 147 milhões;

Pao de Acucar ON (PCAR3) subiu 31% após cisão com Assaí;

Metal Leve (LEVE3) em alta de 32% com lucro líquido subindo 52% para R$ 100 milhões.

Quem se deu mal:

Enjoei ON -30% (ENJU3) cedeu 30% e Mosaico ON (MOSI3 -30%) com resultados trimestrais abaixo do esperado;

B2W Digital (BTOW3) caiu 23% enquanto aguarda potencial incorporação pela controladora Lojas Americanas;

Banco Panamericano ON (BPAN4): cedeu 22% após registrar oferta de ações detidas pela Caixa Participações.

Brasil aprova 2 ETFs de criptos

Dessa vez foi o Brasil que largou na frente dos EUA, aprovando 2 ETFs, sendo um 100% de Bitcoin, criado pela gestora QR Capital, e outro uma cesta de criptomoedas, administrado pela Hashdex.

Ambos os fundos vão ser disponibilizados para negociação na bolsa de valores B3 após a rodada inicial de oferta via balcão.

Fundos de cripto atingem USD 58,7 bilhões

Relatório da CryptoCompare informa que além dos quase USD 40 bilhões de BTC contidos no fundo GBTC da Grayscale, os demais produtos listados no Canadá e Europa também seguiram captando.

Com isso, a indústria beira os USD 60 bilhões, ante USD 200 bilhões do ouro. Cabe lembrar que o valor de mercado do Bitcoin é cerca de 10% ao do ouro, portanto qualquer fluxo de saída do ouro para o Bitcoin traz grande impacto na cotação.


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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.