Bitcoin tem um dos piores meses da história com queda de 35,5% aos USD 37.280. Ethereum saiu-se melhor, cedendo apenas 2,5% no mês para os USD 2.710. Dentre os motivos tivemos declarações negativas do CEO da Tesla, Elon Musk, além da China pressionando mineradores que atuam em regiões de energia suja. Por último, autoridades nos EUA afirmaram que a regulação do setor é prioridade para o governo Biden.

Goldman Sachs e JP Morgan divulgam relatórios favoráveis ao Ethereum, afirmando que “seu maior número de casos de utilidade” lhe conferem uma melhor condição de reserva de valor, portanto, conferindo maior potencial de alta em comparação com o Bitcoin. O caso de amor pelas finanças descentralizadas (DeFi) não foi suficiente para evitar que as altcoins perdessem 18% de capitalização em maio.

Finanças Descentralizadas, a bola da vez

De tempos em tempos surge um novo alvoroço no mercado cripto. Já tivemos altcoins com transações “rápidas e baratas”, blockchains capazes de executar smart contracts, moedas de privacidade, e tokens de exchanges.

Dessa vez, o alvo predileto dos investidores são as Finanças Descentralizadas (DeFi), os aplicativos que são executados sem intermediação, diretamente das carteiras (wallets) dos usuários. É possível depositar criptoativos de garantia para pegar empréstimos em stablecoins, fazer trocas em exchanges, e até mesmo criar tokens sintéticos representando ações de empresa ou commodities.

A rede Ethereum é a líder do segmento com 80% de participação, embora a Binance Smart Chain (BSC) tenha abocanhado 40% do mercado de exchanges descentralizadas, ou DEX. Isso porque a média da taxa de transação da rede Ethereum ultrapassou os 10 dólares, enquanto a mesma transação custa centavos na rede competidora.

O valor depositado nestes contratos ultrapassou os 90 bilhões de dólares, sinalizando que investidores institucionais estão se aventurando neste universo em busca de um retorno que não é mais possível no mercado financeiro tradicional.

Bitcoin caminha para implementar o upgrade Taproot, que busca melhorar a privacidade nas transações, além de permitir alguns scripts de execução automática, A melhora deixa mais barato e privativo a vida de usuários que queiram enviar moedas para a Lighting Network ou demais redes de segunda camada. O upgrade deve ocorrer somente em novembro. 

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 31/mai

Notícias do mundo cripto:

Apple Pay passa a aceitar cartão de débito da Coinbase: usuários da exchange agora podem realizar gastos através do Apple Pay. A Coinbase já tinha um acordo semelhante com o Google Pay.

Índia diz que não baniu Bitcoin: Banco Central afirmou que bancos não podem recusar negócios com empresas e traders de criptos, exceto quando houver violação de políticas de compliance e KYC.

Bitcoin (BTC): Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, organizou uma reunião com mineradores norte-americanos em busca de soluções de energia “verde”, com participação de Elon Musk da Tesla.

Bitcoin (BTC): China diz que mineradores vão ter que sair de localidades onde a energia a carvão é utilizada.

Ethereum (ETH): Receita dos mineradores atingiu recorde de USD 2,35 bilhões no mês de maio.

Ethereum (ETH): Quantidade de ETH depositados no Ethereum 2.0 atinge 5,2 milhões de moedas, equivalente a USD 13,6 bilhões.

Bitcoin Cash (BCH): Hard fork 15 de maio trouxe campos de dados adicionais e melhorias para tirar incentivos de gasto-duplo.

Bitcoin Cash (BCH): Valor transacionado e movimentado atingiu pico de USD 4,3 bilhões por dia.

Litecoin (LTC): Número de endereços ativos na rede atingiu máxima desde Jan/2018, em 365 mil.

Litecoin (LTC): Receita da mineração conjunta de Dogecoin chegou a representar 80% do total.

Ripple (XRP): Maior banco do Egito fecha parceria com Ripple para transferências internacionais.

Ripple (XRP): Ripple Labs obtém vitória na justiça e não será obrigada a mostrar comunicação com seus advogados para a SEC.

EOS (EOS): Block.one, empresa responsável pelo ICO da EOS, anunciou que irá criar uma exchange própria.

EOS (EOS): Proposta da Block.one aumenta remuneração do staking para validadores dos atuais 1% para uma taxa entre 1,2% e 3,8%.

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Após forte alta das commodities e imóveis, investidores perceberam que a inflação veio para ficar, e com isso foram as compras na renda variável. Dados fracos de crescimento na Zona do Euro sustentaram a hipótese de juros baixos por mais tempo, além de novos pacotes de estímulo. Na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com alta de 3,8%. Já a Alemanha teve seu índice DAX30 subindo 0,9%.

Quem se deu bem:

Eneva ON (ENEV3): em alta de 26% após alta de 13% no lucro líquido;

Brasil Foods ON (BRFS3) subiu 24% após Marfrig  comprar participação minoritária de 24% na empresa;

Cielo ON (CIEL3) em alta de 23% com rumores de cisão entre Bradesco e Banco do Brasil no controle da empresa.

Quem se deu mal:

Suzano ON (SUZB3) cedeu 12% com queda na cotação internacional da celulose de fibra curta;

Banco Inter Unit (BIDI11) caiu 12% com investidores colocando no bolso os ganhos de 100% acumulado nos 5 primeiros meses do ano;

Usiminas PNA (USIM5): cedeu 11% após venda de fatia que a CSN tinha na empresa.

Presidente da SEC diz que investidores do setor precisam de proteção

Gary Gensler, recém empossado Presidente da SEC, afirmou que investidores de criptoativos precisam das mesmas proteções que os mercados tradicionais.

Gensler citou a prática de privilegiar execução de ordens de parceiros, mas ao mesmo tempo mencionou a dificuldade de se regular mecanismos descentralizados, como o DeFi.

Ray Dalio diz que possui “um pouco”  de Bitcoin

O bilionário fundador da Bridgewater Associates, um dos investidores com melhor histórico de retorno das últimas 4 décadas, afirmou que as propriedades de escassez do Bitcoin o tornam uma opção viável para poupança.

Cabe lembrar que Ray Dalio havia criticado o Bitcoin em diversas oportunidades no passado, por isso sua opinião é tão relevante.


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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.