As restrições impostas por governos e bancos aceleraram o crescimento das corretoras descentralizadas (DEXs). Isso porque os usuários dessas exchanges DEX transacionam ativos digitais de forma autônoma, ou seja, sem a necessidade de empresas ou coordenadores.

Cabe lembrar que nesse modelo descentralizado não existe entrada e saída de moedas fiduciárias, os euros, dólares e Reais. No entanto, as exchanges DEX contam com as stablecoins, moedas virtuais pareadas no dólar.

O crescimento das exchanges descentralizadas

As DEX oferecem taxas cada vez mais baixas para seus usuários. Além disso, as finanças descentralizadas (DeFi) contam com transações rápidas e produtos financeiros que não existem nos mercados tradicionais, como os “empréstimos instantâneos”, ou flash loans.

O volume negociado nas corretoras descentralizadas bateu recordes. Entre novembro de 2021 e janeiro de 2022, essas exchanges DEX movimentaram US$ 445 bilhões.

Fonte: TheBlockCrypto

As DEXs estão apenas em seu início, e algumas plataformas tem se mostrado muito promissoras, com alto potencial de crescimento.

Como funciona uma corretora descentralizada (DEX)?

As corretoras descentralizadas utilizam o Automated Market Maker (AMM), ou Formador de Mercado Automatizado. Desse modo, os próprios usuários ajudam a criar liquidez, possibilitando as trocas entre diferentes ativos digitais.

As DEXs utilizam a tecnologia dos contratos digitais programáveis, os smart contracts. Deste modo, funcionam de forma autônoma, sem um servidor central.

Para interagir com essas exchanges não é necessário realizar cadastro. Em resumo, o processo exige apenas que um usuário tenha uma carteira de criptoativos (wallet) compatível.

Por que Uniswap se tornou líder absoluta em volumes?

A Uniswap é uma das exchanges descentralizadas (DEX) mais antigas, lançada em novembro de 2018. Com código-fonte aberto, rapidamente conquistou a confiança dos usuários, e, dessa forma, garantiu maior liquidez.

Sem dúvidas a Uniswap é responsável por trazer destaque ao setor. No entanto, as altas taxas de transação na rede Ethereum levaram os investidores a buscar redes alternativas. Com isso, outras DEX ganharam destaque, cada uma com suas peculiaridades.

PancakeSwap: a líder da rede BSC

Lançada em setembro de 2020 por um grupo de desenvolvedores anônimos, PancakeSwap opera na rede BSC, com mais de US$ 4 bilhões depositados em seus smart contracts

Seus produtos financeiros são vários, com destaque para o staking, onde usuários conseguem gerar renda passiva, além de uma área específica para intermediação tokens-não fungíveis (NFT).

Ademais, o criptoativo nativo da plataforma, CAKE, é um token de governança, conferindo direito ao voto nas diretrizes do projeto. Porém, também é utilizado para quase todas as atividades na exchange, inclusive, na remuneração dos usuários.

A PancakeSwap fica em terceiro lugar de todas as exchanges DEX no ranking de  volume total depositado (TLV) das plataformas.

Fonte: DefiLlama

Serum: DEX apostando na rede Solana

Também conhecido como Serum Project, esta exchange descentralizada DEX construída na rede Solana tem sido apontada como um projeto promissor para 2022.

A Serum ganhou destaque por sua velocidade de transação e custos operacionais baixos. Todavia, seu diferencial é oferecer um livro de ofertas (order book) semelhante às corretoras tradicionais. Deste modo, a exchange proporciona uma melhor experiência do usuário, ao contrário das DEX com preço de ordem fixo.

Fonte: Serum

Os detentores do token SRM, o criptoativo nativo da plataforma, obtêm desconto de 50% em todas as taxas dessa DEX. Também é possível pagar as despesas de corretagem com a criptomoeda SRM.

Trader Joe: A opção da rede Avalanche

Lançado em junho de 2021, esta exchange DEX foi construída na rede blockchain da criptomoeda Avalanche (AVAX). Seu diferencial é permitir execução de ordens com limite, serviço bem raro, até mesmo entre outras plataformas blockchain.

O projeto voltou a ganhar atenção em 2022 após fazer o lançamento do Rocket Joe, uma plataforma projetada para facilitar o lançamento de novos tokens, ou seja, alavancar a oferta inicial de moedas.

Assim como o token UNI da UniSwap, o cripoativo nativo da exchange Trader Joe (JOE) pode ser utilizado para staking. Isso possibilita aos seus usuários receberem recompensas, além de funcionar como token de governança, dando direito ao voto nas propostas do projeto.

Outro destaque da Trader Joe é o serviço de empréstimo descentralizado. Desse modo, seus usuários conseguem pegar criptomoedas emprestadas, incluindo a stablecoin USD Coin (USDC), moeda pareada em 1 dólar americano.

Fonte: TraderJoe

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Acima temos a lista dos ativos depositados para empréstimo na DEX. Repare que é possível obter retornos de 6% ou 7% ao ano nas stablecoins.

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