Atualização da plataforma Ethereum, o Ethereum 2.0 é uma das maiores promessas da tecnologia cripto atualmente. Com algumas peculiaridades que diferenciam essa nova versão substancialmente da original, ela promete transações mais rápidas e, com isso, reduzir as taxas cobradas. E, se isso já te animou, prepare-se, porque essas duas melhorias são apenas uma pequena parcela de algo muito maior. 

Sem contar que, com essa novidade, o token Ethereum, que já é um dos mais valorizados e importantes na atualidade, ganha ainda mais destaque dentre os nomes de criptomoedas mais mencionados por especialistas em análises relacionadas a esse mercado. Especialmente porque essa atualização, quando completa, promete modificar substancialmente características que são muito questionadas hoje em dia – em especial, o caráter centralizador do sistema de mineração do modelo proof-of-stake. 

Com essa reestruturação de uma das mais tradicionais plataformas de criptomoedas da atualidade, é provável que ela surja lançando tendências nesse mercado, impulsionando mudanças em outras plataformas. Por isso, mesmo que você não invista na criptomoeda de mesmo nome que utiliza essa plataforma para o seu funcionamento, vale a pena se informar sobre tudo o que vem por aí. Então, continue lendo para saber mais. 

Quando a Ethereum foi lançada? 

A Ethereum foi lançada em 2015 por um grupo de oito pessoas, que eram fascinadas pelo universo do blockchain. Porém, diferentemente de como aconteceu com o Bitcoin, a primeira criptomoeda da história, nós sabemos exatamente quem fez parte da criação desse ativo. 

Mihai Alisie, Anthony Di Iorio, Amir Chetrit, Charles Hoskinson, Gavin Wood, Jeffrey Wilcke, Joseph Lubin e Vitalik Buterin foram os nomes que participaram da fundação desse projeto. No entanto, apenas o último da lista segue trabalhando ativamente nessa plataforma de blockchain, sendo atualmente o CEO. 

Ethereum 2.0 e Ethereum: qual é a diferença? 

A Ethereum 2.0 foi anunciada em 2017. Desde então, ela traz consigo a promessa de fazer os principais aprimoramentos que a plataforma precisa passar para se tornar ainda melhor e, consequentemente, melhorar a experiência dos usuários. A lista de mudanças inclui:

Se você está se perguntando por que consideramos a última a principal mudança, a resposta é simples: a mudança do modelo de consenso muda tudo o que está relacionado às transações e à mineração. Isso porque o modelo de consenso dita como as transações serão validadas e, eventualmente, inseridas, ou não, no blockchain. 

Proof-of-work Vs. proof-of-stake

Proof-of-work (PoW) é o modelo usado pelo Ethereum atualmente, e, dentre as suas características, está o fato de que a plataforma depende que mineradores trabalhem na resolução de uma espécie de quebra-cabeça criptografado. Dessa forma, quando eles encontram a solução, ganham uma certa quantidade de Ethereum pelo seu trabalho. 

No entanto, esse processo é muito trabalhoso e acaba demandando o uso de uma quantidade enorme de computadores, para que seja realizado com sucesso. Isso acaba tornando a mineração não somente muito cara, mas também uma atividade que gasta um volume extremamente elevado de energia elétrica. E, com os impactos do aquecimento global se tornando cada vez mais visíveis e intensos, isso definitivamente não é o melhor cenário de todos. 

Por outro lado, o proof-of-stake (PoS), modelo que será utilizado na Ethereum 2.0, faz com que a mineração se torne um processo de validação de transações e possa ser feito por qualquer pessoa. A única condição para realizar esse processo é depositar uma determinada quantidade de Ethereum na rede, como uma forma de “depósito de segurança”. Quanto maior o depósito, mais chances um usuário tem de ser escolhido pela rede para validar um bloco de transações e permitir que ele seja integrado ao blockchain. 

Caso o validador faça tudo corretamente, ele receberá uma certa quantidade de Ethereum como forma de recompensa. Porém, caso essa pessoa aprove uma transação fraudulenta, ela também poderá ser financeiramente punida. Com todas essas características, vale apontar que, dentre as principais vantagens do modelo PoS, estão a maior rapidez com que as transações passam a acontecer, além da redução das taxas cobradas na plataforma.  

É claro que, apesar de esse modelo ter as suas vantagens ao diminuir a quantidade de eletricidade e dispositivos necessários, para que as transações se integrem ao blockchain, ele também tem as suas questões. Especialistas nesse modelo de consenso dizem que é preciso que ele seja implementado de forma que impeça um único indivíduo de dominar a maior parcela das validações. 

Além disso, é preciso garantir que a seleção dos validadores não seja integralmente pautada nas probabilidades conforme o valor de depósito, pois, caso isso aconteça, o processo se tornará bastante centralizado e apenas servirá para enriquecer ainda mais quem já tem uma boa quantidade de Ethereum disponível em sua carteira. 

Ethereum 2.0 lançamento 

Como o Ethereum 2.0 é uma atualização extremamente complexa, ela foi repartida em quatro etapas: Frontier, Homestead, Metropolis e Serenity. Agora, estamos na última, e trabalhar como validador já é uma possibilidade, graças à implementação da Beacon Chain. Ela basicamente consiste na fase 0 da última etapa, ou seja, na fase de testes. 

Como a Ethereum 2.0 está nessa etapa inicial da implementação do modelo PoS, os recursos ainda são limitados. Mas, para quem quer se tornar validador e tirar o máximo proveito dessa atualização, o teste é uma experiência válida. Porém vale lembrar que, se você inserir Ethereum nessa versão, não conseguirá sacá-la ou transferi-la por enquanto. 

Por ser uma mudança tão grande na plataforma Ethereum, o Ethereum 2.0 já foi anunciado há algum tempo, mas ainda levará alguns bons meses para a sua implementação completa. Se você vê essa novidade como uma oportunidade de crescimento para a criptomoeda, talvez valha a pena considerar comprar algumas unidades (ou fragmentos), para colher futuramente os frutos dessa possível valorização. 
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