A Dogecoin é uma altcoin – criptomoeda criada como alternativa ao Bitcoin – lançada em dezembro de 2013 por dois engenheiros de software norte-americanos: Billy Markus e Jackson Palmer. Dentre as suas principais características está o fato de ela ter sido criada com base no protocolo da Litecoin. Além disso, a Dogecoin tem código-fonte aberto e usa o sistema de blockchain, assim como as demais altcoins.

Se você usava as redes sociais na época do seu lançamento, provavelmente, já reconheceu de onde o nome Dogecoin veio; afinal, ele foi originado de um meme muito popular até então, chamado “Doge”. O meme, basicamente, consistia em uma foto de um cachorro da raça japonesa Shiba Inu, com palavras em inglês escritas de forma incorreta na fonte Comic Sans. Você se lembra de ter visto algo assim?

Aliás, você sabia que a Dogecoin não foi a única criptomoeda inspirada nesse mesmo cachorro? Há também a moeda Shiba Inu, que foi lançada em agosto de 2020.

O fato é que, assim como o nome já indica, a Dogecoin foi criada essencialmente com o propósito de satirizar o mercado de criptomoedas. Por conta desse teor irônico por trás da sua criação, os idealizadores da moeda foram alvo de fortes críticas, e, inclusive, existem algumas boas razões para se pensar que investir nela pode não ser uma das melhores ideias.

Dogecoin: preço

Quando foi lançada no mercado, no final de 2013, a criptomoeda Dogecoin valia cerca de R$ 0,0004 por unidade. Agora, em agosto de 2021, ela atingiu o valor de R$ 1,50 – uma valorização de, aproximadamente, 375.000%.

Até o momento, o maior valor atingido pela Dogecoin foi de cerca de R$ 3,50 por unidade.

Dogecoin para além do meme

Apesar da ironia, que motivou ambos os criadores da moeda, ela acabou conquistando uma base de apoiadores – especialmente, pessoas que não levavam o mercado de criptomoedas muito a sério.

Seu lançamento foi bem-sucedido, sendo valorizada em 300% duas semanas após a sua disponibilização – crescimento que, para muitos especialistas, pode ser facilmente justificado por conta da política implementada pela China para impedir que bancos no seu território investissem em criptomoedas, sendo um ato de “rebeldia” contra essa decisão.

No entanto, a animação durou pouco. Três dias após essa valorização, o valor de mercado dessa altcoin caiu em 80%, especialmente porque na época era possível minerar Dogecoin com bastante facilidade, sem demandar dispositivos potentes, como é o caso da Ethereum e do Bitcoin. Com isso, o mecanismo de recompensa precisou ser alterado posteriormente, dificultando a mineração para evitar novos excessos.

Além disso, no mesmo mês de lançamento, aconteceu o primeiro grande roubo de Dogecoins. A carteira de Dogecoin – originalmente, chamada de Dogewallet – foi invadida por hackers, e usuários perderam milhões de unidades da altcoin, evidenciando o despreparo da plataforma para garantir a segurança necessária.

Além desses incidentes, outro momento de crise aconteceu em 2015, quando Jackson Palmer abandonou o mercado de cripto por não acreditar mais no apelo disruptivo que trazia para o mercado financeiro. Além disso, no mesmo ano, Billy Markus, um dos fundadores da moeda, também abandonou o projeto, por conta dos “assédios morais” que sofria da comunidade.

Atualmente, a Dogecoin é principalmente utilizada em redes sociais como Reddit e Twitter, onde as pessoas que navegam nessas redes podem presentear usuários e usuárias que produziram boas publicações. No mais, essa altcoin é raramente comprada por investidores que têm como objetivo lucrar com criptomoedas, e abordaremos em breve os principais motivos disso acontecer.

Dogecoin e Elon Musk: qual é a relação?

Desde 2020, é comum ter a imagem da Dogecoin associada ao CEO da Tesla Motors, o sul-africano-canadense-americano Elon Musk. Essa conexão começou com um simples tweet, que dizia “uma palavra: Doge”. Apenas com essa combinação de três palavras, o CEO, já conhecido por sua ampla influência nas tendências de investimento dos mais variados mercados, contribuiu para que a moeda se valorizasse em, aproximadamente, 20%.

One word: Doge— Elon Musk (@elonmusk) December 20, 2020

Esse tweet não foi o único da história do CEO que contribuiu para a valorização da Dogecoin em determinados momentos. Outras postagens tão simples quanto a primeira foram capazes de impulsionar um certo crescimento no valor das unidades desta altcoin, sem que ao menos fosse preciso dar detalhes sobre ela.

Porém, como boa parte das tendências de investimento que são seguidas sem que haja uma análise mais profunda, a Dogecoin é uma criptomoeda com desvantagens e riscos que precisam ser considerados.

Riscos e desvantagens da Dogecoin

Se você já leu um pouco mais sobre o Bitcoin ou outras moedas não-fiduciárias (moedas cuja gestão não está centralizada em governos ou outras entidades financeiras), sabe que boa parte delas, incluindo o BTC, pode ser emitida somente até uma quantidade predeterminada. Essa limitação é a principal característica que as protege dos efeitos da inflação.

Sendo assim, por ser uma moeda cuja emissão de novos tokens é ilimitada, a Dogecoin está suscetível à inflação. Isso significa que ela pode ter uma queda de valor de mercado, caso uma quantidade expressiva de mineradores com dispositivos adequados comece a extraí-la repentinamente, como aconteceu logo nas primeiras semanas do seu lançamento.

Essa extração ilimitada também faz com que tenha uma quantidade muito grande dessa criptomoeda no mercado, dificultando a sua valorização. Para fins comparativos, basta olhar para o Bitcoin, que é limitado a 21 milhões de unidades. Atualmente, a Dogecoin já passa de 129 bilhões de unidades. Portanto, sua alta oferta e seu baixo valor a tornam uma boa alternativa para pequenas transações online, mas um investimento pouco interessante.

Por conta dessas questões, a Dogecoin não é uma altcoin recomendada para quem costuma comprar criptomoedas com o intuito de lucrar com elas. Para essa finalidade, o Bitcoin, por exemplo, é uma alternativa mais segura e com maior potencial de retorno.

Agora que você leu até aqui e aprendeu mais sobre a Dogecoin, aproveite para conferir também nossos demais conteúdos sobre as principais criptomoedas do mercado. Tem muito conteúdo analítico e explicativo para você tirar o máximo de proveito das possibilidades que as maiores criptomoedas oferecem.