FOMO (fear of missing out), o medo de perder a alta, é algo que os investidores de varejo experimentaram em 2017. Na época, eram comuns altas semanais de 50% ou mais, inclusive no Bitcoin e Ethereum. Desta vez, parece que são os investidores institucionais que estão sofrendo este pânico. Fundos de investimento, e empresas listadas em bolsa anunciaram compras gigantescas nos últimos 3 meses.

EUA aprova pacote de USD 900 bilhões, além de estender benefícios do seguro-desemprego até meados de março. Para evitar despejos por não-pagamentos de aluguel, USD 25 bilhões vão ser destinados aos bancos e financeiras que atuam neste segmento. Novamente, a maior parte vai para as empresas, totalizando mais de USD 350 bilhões.

Compra de imóveis na crise?

Imagine no meio da maior crise das últimas décadas, com 25,7 milhões de norte-americanos desempregados, o preço dos imóveis residenciais subir. Parece não fazer sentido, já que o governo está proibindo o despejo de famílias que não conseguem pagar o aluguel.

Pois é, acredite. O mês de dezembro marcou alta de 7,9% no indicador imobiliário Case-Shiller ante o mesmo período de 2019. Com isso, os imóveis residenciais tiveram a maior alta em 6 anos. Como pode ocorrer tal valorização neste cenário?

O segredo é a expansão da base monetária, ou seja, os dólares em circulação. O Federal Reserve (FED) recomprou títulos da dívida e realizou operações para injetar capital, os pacotes de estímulo. Com isso, o montante de dólares contando apenas conta-corrente e cédulas subiu 50% nos últimos 12 meses.

Em resumo, os investidores estão preocupados com a desvalorização do dólar. Por isso, buscam ativos escassos, que incluem ações de empresas, imóveis, e inclusive o Bitcoin e criptomoedas.

Ou seja, mesmo que não exista uma perspectiva de boa renda com aluguel, a ideia é fugir do dinheiro parado em conta, ou da renda fixa pagando menos que a inflação.

Bitcoin rompe os R$ 150 mil e anima as altcoins, amparado por grandes compras de fundos de investimento e empresas listadas. Para se ter idéia do tamanho, só o fundo Grayscale, listado em bolsa de valores, ultrapassou os $20 bilhões em criptomoedas.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 31/dez

Notícias do mundo cripto:

FinCEN: Autoridade de prevenção à lavagem de dinheiro nos EUA quer obrigar que cidadãos reportem movimentos acima de USD 10 mil, mesmo no exterior.

Moedas de privacidade: Exchange Bittrex removeu pares de negociação de privacidade Monero (XMR), ZCash (ZEC) e DASH.

Bitcoin (BTC): Jogador de futebol americano da NFL, Russell Okung, negociou metade do seu salário de USD 13 milhões para ser pago em BTC.

Bitcoin (BTC): MicroStrategy, empresa listada em bolsa nos EUA, comprou mais de USD 650 milhões em Bitcoin após levantar empréstimo.

Ethereum (ETH): A Bolsa de valores de Chicago CME confirmou listagem do contrato futuro de ETH para 8 de fevereiro.

Ethereum (ETH): O valor das criptomoedas em staking na rede ETH 2.0 ultrapassa os USD 2 bilhões.

Litecoin (LTC): Desenvolvedor do MimbleWimble na rede Litecoin reclama que apenas 0,25 LTC foram doados este mês para financiar a implementação.

Litecoin (LTC): Anunciou parceria com HubToken para parcerias em eventos presenciais e virtuais.

Ripple (XRP): Ripple Labs, empresa responsável pelo ICO da XRP, foi processada pelo regulador SEC. A acusação é de venda ilegal de tokens considerados valores mobiliários.

Ripple (XRP): Parceiro da Ripple no Japão, SBI, faz movimentação inicial de 200 milhões de XRP no serviço de empréstimo lastreado em criptos.

EOS (EOS): Block One colocou pra votação nova proposta EOS PowerUP, que permite ao usuário acelerar transações por 24 horas.

EOS (EOS): Treinamento e certificação de programadores no ecossistema EOSIO conseguiu 3.900 inscrições.

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Após resultados das vacinas do Coronavírus apresentarem taxas de sucesso de 90% e 95%, o S&P500 nos EUA encerrou novembro próximo de sua máxima histórica, em alta de 10,7%. Na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com alta de 12,3%. Já a Alemanha teve seu índice DAX30 subindo 15,1%, cerca de 3% abaixo de seu topo histórico.

Investidores buscaram ações que haviam sofrido muito durante o início da pandemia na expectativa da retomada gradual dos negócios. Nesse cenário, o ouro, no entanto, não conseguiu romper a barreira dos USD 1.950, encerrando em leve queda de 3,4% no mês em dólar.

Quem se deu bem:

CSN (CSNA3) subiu 35,5% após aumento de preços no aço;

IRB (IRBR3) teve alta de 23,4% após reportar lucro de R$ 110 milhões no trimestre excluindo ajustes;

Disney (DIS US) subiu 22,4% com perspectiva de reabertura dos parques temáticos.

Quem se deu mal:

Via Varejo (VVAR3) cedeu 9% com analistas aguardando impacto do fim do auxílio emergencial na economia;

Moderna (MRNA US) fabricante de vacinas caiu 25,8% após 4 pacientes apresentaram paralisia temporária de Bell;

Zoom Video (ZM US): empresa de videochamadas cedeu 17% após início de vacinação emergencial nos EUA.

VanEck faz novo pedido para registro de ETF

A gestora de investimentos norte-americana VanEck fez um novo pedido de registro de seu ETF de Bitcoin, fundo negociado em bolsa de valores.

Esta não é a primeira tentativa da empresa, que pretende negociar na bolsa CBOE. Nas últimas tentativas, a agência reguladora SEC havia sinalizado negativa.

No entanto, com a saída do presidente da SEC Jay Clayton, há uma esperança que o novo conselho diretor analise com outros olhos.

Fundo de USD 9,3 bilhões pede para operar BTC

Skybridge Capital, o fundo multimercado de Anthony Scaramucci, fez um pedido à SEC em novembro para iniciar operações em Bitcoin. A informação tornou-se pública no final de dezembro.

A gestora administra USD 9,3 bilhões, e pretende abrir um fundo específico para a criptomoeda. A única informação disponível no momento é que a aplicação mínima é de 50 mil dólares.

Deste modo, o fundo junta-se a 3iQ, MassMutual, e Guggenheim na lista dos interessados em compra nos últimos meses


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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.