Conheça o criptodicionário para aprender a falar sobre criptoeconomia

Hoje, falaremos de criptoeconomia. Para quem achou essa palavra estranha, saiba que representa tudo que envolve a parte do mundo das criptomoedas quando assunto é a combinação de criptografia, economia, tecnologia e mercado financeiro.

O fato é que existem muitos termos que estão inseridos nesse universo. Sendo assim, para conhecer mais desse mundo, é preciso ter conhecimento sobre eles. Visto que não se trata de uma aventura, é preciso dar passos firmes para não fazer um mau negócio. Sendo assim, conhecer o básico é essencial.

Saiba que, para ajudar nesse desafio, existe um criptodicionário que cataloga todos os termos utilizados nesse universo. Por isso, preparamos aqui uma lista com alguns desses vocábulos que se referem à criptoeconomia. Ficou interessado? Então, continue a leitura e confira quais são eles.

1. Blockchain

O primeiro item da lista é o blockchain, que é considerado por muitos como um dos principais ativos criados em prol do mundo da criptoeconomia. Trata-se da tecnologia que está por trás do Bitcoin e de muitas outras criptomoedas.

É importante saber que é o blockchain que fornece toda a segurança para as transações feitas no Bitcoin. É um sistema baseado na criptografia, de modo a possibilitar que toda a rede da criptomoeda verifique cada transação realizada, gerando um registro único e que não poderá ser modificado.

Para se ter uma ideia, o blockchain é visto como um grande livro caixa ou um cartório em que esses registros são armazenados e jamais poderão ser alterados, de modo a garantir a autenticidade de tudo que acontece na sua rede.

2. Minerador

Já que falamos do blockchain no item anterior, aproveitaremos para seguir na mesma linha de tema. Então, o próximo termo do criptodicionário a ser apresentado é o minerador, que é o nome dado para um usuário da rede que ajuda no processo de mineração de uma criptomoeda.

Para facilitar o entendimento, a mineração é justamente o processo de registrar as transações da criptomoeda em um sistema tecnológico. No caso do Bitcoin, esse sistema é o blockchain.

Dessa forma, um minerador é alguém que coloca o seu computador à disposição da rede, ligado 24 horas por dia, para ajudar no processo de realização dos cálculos que precisam ser feitos para a criação dos blocos válidos e, assim, adicioná-los no blockchain.

É importante ressaltar que, a cada bloco validado, o minerador é recompensado financeiramente por meio da própria criptomoeda. Hoje, existem muitas pessoas que têm essa atividade como a sua principal fonte de renda.

3. FOMO

FOMO é a sigla para a expressão “fear of missing out” que, quando traduzida para o português, significa “medo de ficar de fora”. Essa expressão foi criada pelos próprios usuários para se referir aos investidores que pretendem comprar uma determinada criptomoeda que está em um momento de valorização muito alta.

Isso acontece porque esses investidores temem a não participação desse momento de valorização e acabam favorecendo um efeito manada de compra, o que tende a valorizar demais a moeda. Sendo assim, é importante ter calma e evitar praticar o FOMO.

4. FUD

Outra sigla muito conhecida na criptoeconomia é o FUD. Suas iniciais representam “fear”, “uncertainly” e “doubt”, que significam medo, incerteza e dúvida, respectivamente. Essa expressão foi criada para se referir a uma notícia que fala mal sobre o mercado ou de uma criptomoeda.

Afinal, sabemos que o mundo das criptomoedas gera notícias e especulações a todo momento. Nesse sentido, quando um influenciador do mercado dissemina FUD sobre uma moeda virtual, ele está espalhando notícias que acabam depreciando a imagem da criptomoeda de alguma maneira.

É importante ressaltar que, muitas vezes, isso é feito de forma maliciosa. O Bitcoin já passou por essa situação várias vezes. Muitas pessoas o classificaram como uma fraude e espalharam essa informação duvidosa por meio de notícias e entrevistas.

5. Altcoins e forks

Ao contrário do que alguns acreditam, o mundo das criptoeconomia é muito vasto e não se resume somente ao Bitcoin. Nesse sentido, todas as moedas existentes e que são alternativas a ele são chamadas de altcoins.

Como são consideradas tokens digitais “alternativos”, acabaram recebendo esse nome — alt se refere a “alternativo” e coins significa “moedas”. Saiba que muitos altcoins surgiram do que chamamos de “forks” do Bitcoin.

O termo “fork” é utilizado para representar o processo de atualização de códigos criptoativos de uma dada criptomoeda. Isso pode acontecer quando a comunidade daquela moeda não entra em um consenso sobre qual ou quais caminhos seguir no futuro e acaba dividida. Com isso, cria-se uma nova moeda com esse procedimento. Um exemplo de moeda que foi criada em um processo de fork é o Litecoin.

6. Wallets

A palavra “wallet” significa carteira, em inglês. No mundo das criptomoedas, elas fazem o papel de uma carteira convencional, ou seja, guardar o dinheiro. A principal diferença é que as wallets exercem essa função no ambiente online.

Nesse sentido, as wallets são softwares usados para guardar as criptomoedas e têm como função o gerenciamento do endereço da chave privada de cada usuário, o que permite a realização de transações, tal como o recebimento, envio e consulta do seu saldo.

Dessa forma, todos que pretendem trabalhar com criptomoedas precisarão escolher uma wallet para guardar os seus ativos de forma segura. Hoje, existem diversas soluções no mercado, feitas para todos os perfis de investidores.

7. Exchanges

Por fim, o último termo de criptoeconomia deste post são as exchanges. De maneira simplificada, pode-se dizer que elas são que as corretoras do mundo das criptomoedas. São responsáveis por fazer a intermediação de todas as transações que podem ser realizadas.

Ou seja, quem quer comprar ou vender uma dada criptomoeda, precisará buscar uma exchange para realizar a operação. Elas trabalham integradas com as wallets, tornando o processo totalmente seguro.

E então? Gostou de conhecer mais sobre o mundo das criptomoedas? Saiba que cada um deles ajudará no seu entendimento de como tudo funciona nesse mercado, sobretudo no que se refere à segurança para começar a investir.

Agora que você já entende um pouco mais sobre criptoeconomia, aproveite para aprender como o valor do Bitcoin é calculado!

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