Como funciona o Bitcoin? Simplificamos as criptomoedas para você

As criptomoedas ganham cada vez mais projeção como investimento, visibilidade que vem acompanhada de elevadas valorizações. É o caso do Bitcoin, a principal moeda virtual que, em 2017, teve valorização de mais de 1.300%. Mas você sabe como funciona o Bitcoin?

Para quem não é do mundo da programação, as moedas criptografadas podem parecer muito complexas. Você vai ver que é fácil compreendê-las depois dos primeiros passos.

Esclareça, neste post, todas as suas dúvidas e aprenda como funciona o Bitcoin. Acompanhe! 

Como surgiu o Bitcoin?

O Bitcoin é a primeira criptomoeda bem-sucedida. As tentativas de criar uma economia digital, começando pela criação de moedas virtuais, iniciaram no fim dos anos 1980, mas não chegaram ao nível de sofisticação necessário para consolidar um modelo.

Isso até 2009, quando foi lançado o Bitcoin, que aprimorou as iniciativas antecessoras, sobretudo em relação ao sistema de segurança e de processamento. Só assim as transações com criptomoedas se tornaram viáveis. 

A verdadeira identidade do criador do Bitcoin não é conhecida, apenas o seu codinome — Satoshi Nakamoto —, que apresentou a moeda digital e seu conceito pela primeira vez em um grupo de discussão sobre criptografia na internet.

Como funciona o Bitcoin?

Como você percebeu, sem o desenvolvimento de uma elaborada infraestrutura de registro, proteção e transmissão de dados seria impossível utilizar moedas virtuais.

Cada Bitcoin criado tem um código único. Ou seja, é um arquivo codificado que só pode ser decodificado por um receptor que tenha a chave específica para decodificar a informação. Esse processo é conhecido como criptografia com chave privada. É por isso que a moeda virtual também é conhecida como criptomoeda.

Diferentemente de uma moeda convencional, emitida pelos governos, o Bitcoin não é impresso. O arquivo é digital e a sua criação é feita por meio de um processo chamado mineração, que explicaremos melhor a seguir.

Depois que a moeda é gerada e recebe seu código, ela é registrada em um banco de dados descentralizado e estruturado em blocos. Isso quer dizer que é montado um bloco de transações, chamado de blockchain (cadeia de blocos ou corrente de blocos), para um determinado período de tempo (por exemplo, 10 minutos).

Assim, a cada 10 minutos, um bloco é formado. Esse é um momento muito importante e que garante toda a segurança do processo. O blockchain tem quatro funções principais para cada transação:

  1. registro;
  2. anonimato;
  3. oficialização;
  4. imutabilidade.

Confira, em detalhes, como funciona cada uma dessas etapas.

1. Registro

É o momento de entrada da informação, onde são registrados dados como origem, destino e valor da operação. Essa etapa também é chamada de livro de registro de contabilidade público compartilhado. É o banco de dados oficial da rede Bitcoin. 

2. Anonimato

Cada chave privada pode gerar diferentes endereços (address) a partir de um processo também criptografado. São esses endereços criptografados que serão registrados como origem e destino do valor. Isso garante que ninguém, além do emissor e receptor, saiba a identidade de quem está realizando a transação.

Caso você queira enviar Bitcoin para um amigo, precisa criar o seu endereço de envio e informar o endereço indicado por ele para receber a quantia.

3. Oficialização

Para que a operação seja legítima, ela precisa ser oficializada, o que acontece quando ela é integrada ao blockchain. Os blocos de dados são estruturados a cada 10 minutos, em média, conforme citamos anteriormente. As operações ainda não incluídas ficam pendentes, até que um novo bloco seja formado. As transações passam a ser oficiais quando incluídas no blockchain.

4. Imutabilidade

E qual é a garantia que você tem de que a sua transação não será modificada depois? Ou, então, como garantir que, por exemplo, um Bitcoin não seja utilizado mais de uma vez? Essa proteção só pode ser garantida se as operações forem imutáveis. E é exatamente o que acontece ao final do processamento de um blockchain. Assim que um bloco é estruturado, ele recebe uma espécie de protocolo, chamado de hash.

O hash é criado por meio de uma função matemática, sempre derivando de um hash anterior. Qualquer alteração dentro de um blockchain, por menor que seja, altera o hash, o que altera, por sua vez, os seguintes. Ou seja, automaticamente, a operação é recusada. Esse processo garante, portanto, que as operações sejam imutáveis. 

Como é feita a mineração?

Para entender como funciona o Bitcoin é preciso saber como todo esse processo é realizado na prática. Bom, você já sabe todas as etapas necessárias, mas talvez esteja se questionando sobre quem controla e executa todas essas funções.

A estruturação de cada blockchain é a mineração, um processamento que é descentralizado e realizado por pessoas que dominam essa técnica. Estes são os mineradores. 

O minerador não é funcionário e o processamento não é controlado por um gestor, como ocorreria em uma empresa. Tudo está vinculado à programação. Uma pessoa capaz de programar pode minerar as transações. É dessa forma que o processamento de Bitcoins se concretiza automaticamente.

Mas o que um minerador ganha ao dedicar o seu tempo para realizar essa função? Bitcoins! Para cada hash validado, ele recebe 12,5 Bitcoins. Com o preço do Bitcoin próximo de R$ 17 mil, o trabalho, que é árduo, compensa, e muito. Não acha?

Por que o Bitcoin valorizou tanto?

No ano passado, a cotação do Bitcoin passou de US$ 1 mil e chegou a bater o recorde de US$ 18 mil. Mas você sabe por que seu valor subiu tanto?

A primeira causa é a relação entre oferta e demanda, que explica boa parte da oscilação dos preços do que quer que seja. A oferta de Bitcoin é limitada e os investidores passaram a se interessar mais pela moeda, elevando a procura e, consequentemente, seu valor.

O segundo fator que impulsionou a cotação do Bitcoin foi uma mudança técnica que ocorreu em agosto do ano passado, quando foi criado o Bitcoin cash. De forma geral, ele permite fazer transferências maiores e mais rápidas.

Antes dele só era permitido transferir arquivos de no máximo 1 megabyte, limitando as transações a um teto de 250 mil por dia. Com a nova moeda digital, é possível transferir até 8 megabytes por arquivo, o que elevou consideravelmente o número possível de transações.

Quais as vantagens do Bitcoin em relação às moedas convencionais?

As criptomoedas apresentam algumas características distintas em relação ao dinheiro convencional e também na comparação com outros tipos de investimento, que podem torná-las mais atraentes em determinadas condições. Veja, abaixo, 5 vantagens do Bitcoin.

1. Custo baixo

A negociação de Bitcoins costuma ter menos tarifas do que outras aplicações e transações bancárias. Para comprar ações de uma empresa, por exemplo, você precisa pagar a taxa de corretagem, uma outra taxa para a bolsa de valores e uma mensalidade para a corretora “cuidar” dos seus investimentos.

Mesmo para negociar moedas, os custos bancários podem chegar a 10% do valor investido. Já no caso do Bitcoin, paga-se apenas uma taxa para os mineradores da moeda.

2. Universalidade e liberdade de uso

Diferentemente das demais moedas, o Bitcoin não está atrelado a nenhum governo nem a um país. Assim, pode ser usado no Brasil, no Japão, nos Estados Unidos ou na África do Sul, por exemplo.

3. Segurança

Sua carteira de moedas e seus dados pessoais ficam armazenados de forma segura e é possível fazer backups para não perder nada. Além disso, o controle da carteira está nas mãos do usuário, de forma que é muito mais difícil ocorrer roubos.

4. Agilidade

Diferentemente de outras moedas, que podem ter horários específicos de negociação, é possível comprar e vender Bitcoins a qualquer momento. Para isso, basta acessar a sua conta digital e fazer a operação. O tempo de transferência pode chegar a menos de 20 minutos!

5. Dispensa de autorização

Não é preciso comprovar renda nem solicitar nenhum tipo de autorização dos órgãos reguladores para comprar Bitcoins. Você pode, sozinho, abrir sua conta em uma exchange e começar a investir.

Como adquirir e utilizar Bitcoin?

Agora que você já sabe como funciona o Bitcoin, está na hora de aprender como adquirir e utilizar a criptomoeda. Simplificamos essa orientação montando um esquema com o passo a passo. Confira o que você precisa fazer.

1. Criação de uma conta em uma exchange

exchange é como uma casa de câmbio. Para utilizar seus serviços, você precisa primeiro se cadastrar. Criar a conta é bem simples, tão simples quanto criar uma conta de e-mail.

2. Realização do depósito

Depois de ter a conta validada, você já pode começar a movimentá-la. Para isso, precisa depositar valores que você pretende investir na compra de Bitcoins. O depósito é feito por meio de pagamentos comuns, como cartão de crédito.

3. Confirmação do crédito

O valor depositado precisa ser, primeiramente, confirmado. Assim que ele entrar na sua conta da exchange, já poderá ser utilizado na compra de Bitcoins.

4. Formação da carteira

Sua carteira virtual, na qual ficam depositadas suas criptomoedas, é como uma carteira de investimento.

5. Compras e vendas

Você pode usar o seu saldo em Bitcoins para vender criptomoedas quando considerar vantajoso. Outra possibilidade é a transferência de Bitcoins entre contas. 

Além disso, é possível utilizar Bitcoins na compra de produtos e serviços dos mais variados ramos, como informática e TI, lojas virtuais, serviços financeiros, hotéis e ONGs. O coinmap.org lista até o momento 13.802 estabelecimentos e serviços no mundo todo que aceitam o Bitcoin como forma de pagamento. Pelo mapa interativo você consegue conferir também as empresas brasileiras que se encaixam nesse caso.

Pronto, já pode começar! Mas, para não ficar em dúvida no futuro, guarde os principais termos apresentados aqui, como chave privada, mineração, blockchain (cadeia de blocos), livro de registro de contabilidade público compartilhado, address, hash e exchange.

Gostou de aprender como funciona o Bitcoin? Então, leia mais e saiba como transformar Bitcoin em dinheiro!

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