Um objetivo financeiro é algo que devemos definir em qualquer fase da vida, ajudando a criar um norte em relação às nossas economias e não apenas “poupando por poupar”, o que pode ser bastante desmotivador e não trazer resultados práticos.

E se você está precisando se organizar financeiramente, acabando com as dívidas, por exemplo, o objetivo financeiro faz toda a diferença nesse processo. Quer entender melhor o tema? Siga conosco!

O que é um objetivo financeiro?

O objetivo financeiro é toda aquela meta que você deseja conquistar e que envolve dinheiro para isso. É uma espécie de norte que orienta para que e como deve ser a sua estratégia de investimento.

Ao longo da vida, você poderá ter vários objetivos, inclusive diferenciando-os entre de curto, médio e longo prazo. Por exemplo: objetivo de curto prazo, fazer uma viagem internacional no fim do ano, de médio prazo, trocar o carro e de longo prazo, comprar uma casa.

Então, como podemos notar, esse objetivo é algo bastante pessoal e depende muito da sua realidade atual e também dos planos futuros. Além desses exemplos que citamos, existem muitos outros objetivos que você pode ter, como: se aposentar, comprar uma casa na praia para a família, abrir um negócio próprio, fazer uma pós-graduação fora do país, fazer uma festa de casamento etc.

Por que ter um objetivo financeiro?

Definir seus objetivos financeiros é um passo importantíssimo para que você consiga traçar as melhores formas de alcançar e realizar esses sonhos.

Quando você estipula o que deseja, quando deseja e quanto custa esse sonho, consegue entender mais facilmente o quanto precisará poupar por mês e que tipo de investimento precisa fazer, analisando a rentabilidade e o período máximo para a conclusão do sonho.

Além disso, ao ter um objetivo claro e bem definido, fica mais fácil conseguir motivação para poupar todos os meses e ajuda a disciplinar seus gastos e a sua própria vida financeira.

Quem se encontra em uma situação difícil, com dívidas, por exemplo, precisará primeiro “arrumar a casa”, para então conseguir atingir suas metas financeiras. E ter elas bem claras e definidas, lhe dará um “gás” a mais para tomar as rédeas da situação e transformar sua relação com o dinheiro.

O objetivo financeiro é como um mapa: ele te ajudará a entender em que caminho você está e o que você precisará fazer para alcançar seus sonhos e metas.

Como traçar um objetivo financeiro?

Já está convencido de que ter um objetivo financeiro é importante? Nós separamos as dicas fundamentais nesse sentido. Confira.

Metas SMART

A primeira dica que damos na hora de definir seu objetivo financeiro é usar a dica das metas SMART. A sigla, em inglês, indica que uma meta deve ser: específica, mensurável, relevante, alcançável e temporal (ou seja, ter uma data definida).

Então, não adianta, por exemplo, ter como objetivo financeiro fazer um mochilão pela Europa, dentro de 6 meses, se a sua realidade financeira atual não lhe permite poupar nada por mês. Isso só irá lhe gerar frustração.

Pense se a meta é realmente possível de ser alcançável e se o prazo para isso está dentro das suas possibilidades. Caso o objetivo envolva uma quantia considerável de dinheiro, é importante traçar uma meta a longo prazo, assim você terá mais tempo para economizar e investir.

Também é importante que o objetivo seja específico. Se o seu sonho é morar no litoral, um bom exemplo de objetivo financeiro pode ser: comprar uma casa na praia X dentro de dez anos.

Use essas dicas para definir todos seus objetivos financeiros, sejam eles de curto, médio ou longo prazo.

Diagnóstico do orçamento

Depois de ter em mente o que você deseja alcançar, é hora de definir como isso será possível. E o passo mais importante é analisar com calma o orçamento que você possui atualmente e organizar suas finanças pessoais.

Aquela boa e velha dica da planilha de controle é muito importante. Você deverá anotar tudo o que entra e sai de dinheiro mensalmente, ou seja, todos os seus ganhos (salário, aluguéis, investimentos, freelas etc.) e os seus gastos (moradia, alimentação, estudos, saúde, lazer etc.).

Seja minucioso nesse controle e, se possível, separe seus gastos em categorias, entendendo quais são os custos fixos e variáveis. Dessa forma, será mais fácil entender o impacto de cada custo no seu orçamento total – e também avaliar quais são aqueles gastos supérfluos e que podem ser cortados ou reduzidos.

Nesse diagnóstico, aproveite para compreender qual quantia mensal você poderá dispor para a realização do seu objetivo financeiro (ou dos objetivos, dependendo do seu planejamento).

É importante, claro, que esse valor não seja alto o suficiente para impedir que você consiga arcar com seus custos essenciais, como moradia, alimentação, saúde e educação.

Entender as entradas e saídas no mês é fundamental para definir um objetivo financeiro

Dívidas

No caso de dívidas, é importante analisá-las também. Separe todas as dívidas que você possui. Entenda quais são mais primordiais ou têm juros mais altos e dê prioridade ao pagamento delas.

Por exemplo: aluguel, financiamento da casa, dívida do cartão de crédito ou do juros especial. Os primeiros estão relacionados às necessidades básicas de moradia e os segundos têm custos elevados com os juros.

Pense em quanto por mês você poderá dispor do seu orçamento para pagar essas dívidas e tente uma negociação com o credor. Somente após quitar todas as suas dívidas, comece a planejar o seu orçamento para atingir os objetivos financeiros que estipulou.

Mudança de hábitos de consumo

Após avaliar friamente o quanto você ganha e o quanto gasta por mês, pode ser que você descubra que terá que fazer algumas alterações nos seus hábitos atuais de consumo, especialmente para conseguir poupar um pouco por mês – e atingir sua meta dentro do prazo estipulado.

Comece cortando ou reduzindo aqueles gastos supérfluos e depois pense em maneiras de reduzir os custos necessários. Por exemplo, você pode substituir o plano da sua provedora de internet ou de telefone para opções mais em conta e com serviços que você realmente use.

As saídas aos finais de semana também podem ser melhor planejadas, ampliando para a cada 15 dias, por exemplo, ou buscando locais que tenham valores mais baixos.

Muitas vezes acabamos gastando mais do que ganhamos apenas para poder nos provar diante de outras pessoas, comprando e consumindo itens que não estão de acordo com o nosso padrão de vida – o que significa apenas dívidas que impedem de alcançar nossos objetivos financeiros.

Analise friamente se esse não é o seu caso, ou, ainda, se você não está consumindo em excesso para lidar com questões emocionais. Todos esses pontos exigem uma mudança de mentalidade e até mesmo da forma que você encara o consumo e a sua própria relação com o dinheiro, conquistando a saúde financeira.

Investimentos

Depois de entender a sua realidade financeira, alterar seus hábitos e padrão de consumo e definir o quanto consegue poupar por mês, é hora de avaliar os investimentos disponíveis para cada uma das suas metas financeiras.

Apenas poupar dinheiro e deixá-lo parado na sua conta ou poupança não fará com que você atinja seu objetivo. É preciso que esse dinheiro renda adequadamente.

Antes de começar a pesquisar pelas alternativas de investimento, primeiro, considere o seu perfil de investidor, ou seja, o quanto você está disposto a correr riscos e o seu nível de conhecimento de mercado.

Perfil de investidor

O investidor conservador é aquele que não está disposto a correr nenhum risco e quer ter certeza de quanto receberá pela aplicação. Por isso, ele sabe que terá que abrir mão de lucros maiores, pois prefere a certeza dos riscos baixos. A ideia é preservar o patrimônio.

Bons investimentos para esse perfil estão relacionados à renda fixa, como Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA. Você poderá dividir seus títulos entre as opções com diferentes rentabilidades, protegendo a carteira e também pensando nos seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

O investidor moderado é aquele que tem características conservadoras, porém está um pouco mais disposto a correr alguns riscos para ter retornos melhores. Ou seja, é aquela pessoa que, eventualmente, investirá em algo um pouco mais arriscado do que o conservador. Geralmente, esse perfil possui mais conhecimento sobre o mercado e está buscando alternativas para expandir seu patrimônio.

Esse investidor costuma dividir suas aplicações entre renda fixa e variável, diversificando as opções entre os diferentes prazos, por exemplo, investindo em fundos imobiliários, ações e fundos de renda fixa.

Já o investidor agressivo ou arrojado é aquele que tem uma tolerância maior ao risco, estando mais aberto a investir na Bolsa de Valores ou até em criptomoedas, por exemplo. Ele entende que certa exposição ao risco pode ser compensada com ganhos mais elevados.

Esse é um investidor que tem um conhecimento mais apurado do mercado e capaz de investir com estratégias sólidas e bem desenhadas, gerenciando os riscos aos quais se expõe.

Sua carteira conta com alternativas mais arriscadas como ações, commodities, moedas, índices, fundos de investimento e criptomoedas.

Além do seu perfil, é claro, considere o tempo de retorno de cada investimento e compare com seus objetivos financeiros. Você poderá montar uma carteira diversificada, com opções de investimentos para os objetivos de curto, médio e longo prazo.

Aliás, diversificar a sua carteira é a dica de ouro. Assim, além de conseguir atingir diferentes objetivos, você protege o seu patrimônio, pois as perdas de um investimento acabam sendo compensadas pelos ganhos de outro, equilibrando a balança.

Definido o seu objetivo, o próximo passo é partir para os investimentos, que vão depender do seu perfil investidor e da quantidade disponível para aplicar.

Revisão periódica do objetivo

Por fim, revise periodicamente seu objetivo. Pense se a meta ainda está de acordo com seus sonhos e perfil atual, se o prazo precisará ser reduzido ou ampliado e se a quantia poupada por mês está ideal de acordo com seu novo orçamento.

Em objetivos de longo prazo, principalmente, essa revisão sistemática é crucial, já que com o passar dos anos, a nossa realidade financeira poderá sofrer mudanças e o seu plano precisará ser adequado às novas condições, mantendo-se possível de ser alcançado.

Revise também seus investimentos, analisando o retorno que têm trazido e se existem outras opções mais rentáveis e interessantes, agora que você já tem um conhecimento um pouco mais elaborado sobre o mercado.

Com o tempo, poupar e estipular objetivos financeiros se tornará um hábito – e a sua relação com o dinheiro também mudará, pois você não trabalhará apenas para pagar contas, mas, sim, para realizar sonhos. Um incentivo e tanto para transformar seus hábitos de consumo, não é?

Agora você já sabe como definir um objetivo financeiro e trilhar um plano de ação para atingi-lo? Aproveite e leia o nosso post sobre independência financeira e veja dicas para conquistá-la!

Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.