O Bitcoin ultrapassou a barreira dos R$ 140 mil, uma alta de 380% no ano. Mesmo olhando em dólares, a atual marca de US$ 26.500 é 33% acima da máxima de 2017, um período que ficou conhecido como “bolha”.

Afinal, o Bitcoin está caro?

Não, o valor de mercado total do Bitcoin é de 495 bilhões de dólares. Enquanto isso, os investimentos de renda fixa com rendimento negativo no mundo somam 17 trilhões. Sim, há títulos de dívida do governo nos quais o investidor perde dinheiro de forma contratual.

Nesse sentido, é razoável assumir que parte desse montante deverá migrar para aplicações de maior risco. É provável que o Bitcoin não seja a primeira ou segunda opção, mas, mesmo 0,2% desse valor representa 34 bilhões de dólares.

Este ingresso poderia catapultar o valor de mercado do Bitcoin em 50% ou mais. Isso porque a oferta é muito reduzida, logo a cotação acaba subindo mais do que o montante investido.

Bitcoin compete com o ouro?

Na realidade, qualquer investimento compete com os demais. Se a bolsa de valores está na máxima histórica, é provável que parte do fluxo vá para o ouro, petróleo, imóveis, ou qualquer outro instrumento com maior potencial.

Da mesma maneira, se os Bancos Centrais e empresas começam a se desfazer do ouro, é possível que parte migre para o Bitcoin. No entanto, USD 1 bilhão não é tão relevante nos USD 11 trilhões de valor de mercado do metal precioso.

Já uma compra de USD 1 bilhão no Bitcoin é muito mais significativa. Primeiramente, temos 47% das moedas sem movimentação há mais de 2 anos. Em seguida, a criptomoeda possui um valor total de mercado bem menor, por enquanto. 

Litecoin é mais barato que Bitcoin?

Sim, tanto em valor unitário, quanto em capitalização de mercado. Entretanto, são criptomoedas muito distintas, apesar da semelhança em seu código-fonte.

O Bitcoin possui a maior comunidade de usuários, desenvolvedores e mineradores. Isso sem contar liquidez, mercados de derivativos, e participação de investidores profissionais.

Em suma, seria equivalente a comparar o Wal-Mart a uma rede local de supermercados. Um é listado em bolsa de valores, com balanço auditado, e o outro é administrado por uma família.

Ethereum é melhor que Bitcoin?

Muito provavelmente, se estivermos falando de tecnologia. O Ethereum possibilita a execução de contratos digitais (smart contracts), além de permitir a listagem de tokens, de forma mais simples e barata.

Entretanto, se o assunto é manutenção do histórico de transação, descentralização, e interesse dos investidores institucionais, o Bitcoin é líder absoluto. Ou seja, a aparente lentidão nas atualizações e opção pela escalabilidade via segunda camada é uma opção pela segurança.

Se houvesse uma tecnologia mais rápida, segura e escalável, provavelmente todas as criptomoedas tomariam este caminho. Na realidade, existe um tripé onde não é possível se obter o melhor dos três aspectos simultaneamente.

Como investir se o Bitcoin não para de subir?

Evitando o FOMO, o medo de perder a oportunidade. Isso não significa comprar somente na queda, ou escolher outro ativo. Se você está confiante no longo prazo, realize compras periódicas.

De maneira similar, se acredita na tecnologia de privacidade que o Litecoin está buscando, ou no universo dos smart contracts do Ethereum, diversifique sua carteira. Compre ativos nos quais você acredita no potencial, independente da variação no curto prazo.

O importante é não entrar com todo o investimento de uma única vez. Em especial, se há boas chances de precisar resgatar nos próximos 12 meses. Estude, invista com segurança e tranquilidade.


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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.