“Será que o Bitcoin é seguro?” é uma das primeiras perguntas que surgem na mente de quem está pensando em minerar ou adquirir essa criptomoeda. Afinal, muito se fala sobre a alta rentabilidade que ela oferece. Porém, com grandes promessas, também podem vir grandes enrascadas. Será que esse é o caso do Bitcoin? 

O Bitcoin existe exclusivamente na internet e as suas transações são feitas online, em um ambiente criptografado e que, até o momento, não teve a sua integridade ameaçada. Apesar de não ser reconhecido oficialmente e de não poder ser usado para pagar impostos ou quitar dívidas, o Bitcoin já é aceito como meio de pagamento em alguns e-commerces, startups e serviços digitais. 

Neste artigo, vamos abordar um pouco o que é Bitcoin, a história dessa criptomoeda, explicar as suas principais vantagens e te mostrar se o Bitcoin é seguro. No final, ainda reservamos um espaço para te dar algumas dicas essenciais para o caso de você optar por comprar ou minerar essa moeda. Confira!

A história do Bitcoin

O Bitcoin foi criado em 2008 por uma pessoa, ou um grupo de pessoas, sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Apesar de uma série de indivíduos terem tentado reivindicar essa identidade, não se sabe exatamente quem é a verdadeira figura por trás da criação dessa criptomoeda. Ele foi usado pela primeira vez em uma transação no ano de 2010, quando  um programador da Flórida, nos Estados Unidos, usou cerca de dez mil moedas virtuais para comprar uma pizza de US$ 30.

Apesar do potencial que essa criptomoeda tinha, em 2011, o criador – ou grupo de criadores – deixou a comunidade responsável pela manutenção dessa criptomoeda. Na época, a mensagem de despedida trazia como principal motivo o envolvimento com outros projetos. 

Após a saída de Satoshi, o Bitcoin levou mais um tempo para se popularizar, ganhando a atenção de investidores e da mídia especializada apenas em 2013. Naquele momento, a pergunta “Bitcoin é seguro?” foi mais presente do que nunca, especialmente pelo conceito de criptomoeda ser algo completamente novo e misterioso. 

Apesar dos receios, muitas pessoas compraram ou passaram a minerar Bitcoins, o que acabou lhes trazendo um grande ganho. Em 2013, o valor do Bitcoin saltou de US$ 125 para US$ 1.200, fazendo com que o mundo prestasse atenção ao “dinheiro do futuro”.

O sucesso do Bitcoin ficou ainda mais claro quando, em 2014, a Microsoft passou a aceitar pagamentos com essa moeda virtual para a aquisição de softwares. Porém, no início do mesmo ano, o maior operador de Bitcoin do mundo sofreu um ataque hacker ao seu serviço de carteira digital, fechando sua operação e dando um prejuízo de mais de 750 mil criptomoedas aos seus membros.

Esse ataque fez com que a moeda perdesse mais da metade de seu valor de mercado. Porém, com o tempo, investidores passaram a recuperar a sua confiança, especialmente após entender que a falha estava naquele serviço de carteira digital específico, e não no Bitcoin em si. Com o passar do tempo,  a moeda virtual se recuperou, ganhou prestígio, passou a ser aceita em cada vez mais estabelecimentos e segue crescendo anualmente. 

Como funciona o mercado de Bitcoin?

Embora essa criptomoeda ainda não seja reconhecida oficialmente, já é possível realizar uma série de transações com Bitcoin hoje, e também existe cotação na Bolsa de Valores para essa moeda.

Como o Bitcoin não é impresso, ele não passa pelo controle de nenhum banco ou governo, sendo considerado uma moeda descentralizada. O seu “surgimento” acontece pelo que chamamos de “mineração”. 

De maneira simplificada, a mineração pode ser entendida como um desafio matemático entre todos os computadores situados na rede. O primeiro usuário a encontrar a solução é remunerado com Bitcoins. No geral, esses processos são bem complexos e demandam um alto nível de processamento.

Além da mineração, também é possível comprar Bitcoin ou trocá-lo, por meio de plataformas de exchange. Essa é, inclusive, uma das formas mais usadas por quem deseja investir na criptomoeda, sem precisar gastar muito tempo se aprofundando nos pormenores da mineração.  

Nesse segundo caso, a ideia é comprar a moeda quando seu preço estiver menor, esperar a valorização e depois vendê-la a um preço superior. Dessa forma, você terá como ganho o valor de venda, menos o valor de compra.  

Outra maneira de ganhar dinheiro com Bitcoin é realizando empréstimos para empresas, por meio de plataformas destinadas a esse objetivo.

Por fim, um último ponto que deve ser explicado é sobre o Bitcoin em si. Ao contrário das moedas tradicionais, ele é uma moeda virtual, ou seja, só existe na internet e, por isso, todas as suas transações são feitas de forma online, em um ambiente digital e criptografado. Inclusive, a criptografia é responsável por aumentar a segurança dessa moeda (falaremos mais sobre isso adiante).

Apesar de o Bitcoin ser tratado como um investimento, graças à sua alta rentabilidade, na verdade, ele é uma criptomoeda. Sendo assim, a transação é similar à compra de qualquer moeda digital. 

Afinal, investir em Bitcoin é seguro?

Para entender mais sobre a segurança do sistema do Bitcoin, temos de falar sobre blockchain e criptografia – tecnologias que permitem fazer transações de forma segura com essa e outras criptomoedas. 

Blockchain

A Blockchain funciona de forma simplificada, como uma cadeia de blocos de informações. Cada bloco de informação possui seu próprio hash, que é uma função matemática responsável por criptografá-la, transformando-a em um conjunto de números e letras, que identificam a transação. Esses blocos criptografados se unem, gerando uma corrente (por isso o nome, que significa “corrente de blocos”, em tradução literal). Essa corrente, por sua vez, exige que, para acessar um bloco de informação, sua criptografia seja decifrada, assim como a criptografia de cada um dos blocos anteriores.

Por conta da forma que a Blockchain opera, nenhum hacker até o momento foi capaz de fraudar transações feitas com qualquer criptomoeda que use esse sistema. As únicas falhas de segurança relacionadas ao Bitcoin aconteceram em carteiras digitais, ou seja, serviços que operam separadamente do sistema dessa criptomoeda. Sendo assim, é possível afirmar que comprar Bitcoins é seguro – basta armazená-los em um local mais confiável. 

Criptografia

Outro ponto bastante importante na hora de explicarmos por que é possível afirmar que o Bitcoin é seguro é a criptografia. Como falamos ao longo deste conteúdo, todas as transações realizadas com a moeda virtual são criptografadas. Isso quer dizer que existe um sistema de códigos (complicado e difícil de ser decifrado), que garante a proteção das transações e a segurança da identidade de cada usuário.

Basicamente, toda carteira de Bitcoin mantém uma informação secreta chamada de “chave privada” (ou de “semente”). Essa chave é usada para assinar as transações, o que fornece uma prova matemática de que a ação foi realmente executada pelo dono da carteira.

A assinatura ainda previne que a transação seja alterada por outro usuário após ter sido emitida. Depois de realizadas, as transações são divulgadas para todos os usuários do blockchain e começam a ser confirmadas nos próximos dez minutos pelo processo de mineração.

Embora isso não seja tão inovador, já que até as lojas virtuais utilizam criptografia como segurança de dados, a grande sacada do sistema é a interligação dos blocos do blockchain, por meio de um hash, conforme explicamos no tópico anterior.

7 razões para você investir em Bitcoin

Agora que você já sabe que o Bitcoin é seguro e que as transações feitas com essa moeda acontecem em um ambiente digital extremamente seguro, adquirir esse ativo é algo que realmente vale a pena considerar. 

Abaixo, você confere mais sete motivos, além da segurança, para comprar Bitcoins. 

1. Inflação controlada

A quantidade de Bitcoins existentes é controlada pelo protocolo do sistema. Isso significa que existe um limite máximo para mineração da criptomoeda. Por ter um caráter limitado e depender da disponibilidade de moeda no mercado, o Bitcoin é um investimento que pode ter a sua inflação prevista. 

2. É menos burocrático

Para comprar Bitcoins, não é necessário fornecer uma série de documentos ou aguardar processos de confirmação de dados demorados, como pode acontecer com algumas moedas fiduciárias. O cadastro em uma corretora que vende esse tipo de ativo geralmente é confirmado no mesmo dia, e, para fazê-lo, só é necessário enviar a identidade e o comprovante de residência.

3. Tem aceitação global

O Bitcoin é uma moeda global, sendo que, em El Salvador, já é oficialmente aceita para pagamentos do dia a dia, algo que pode ser visto como uma tendência para outros países. Além disso, essa criptomoeda pode ser utilizada para efetuar compras em outros países, sem burocracia e sem sofrer bloqueio de fronteiras do mercado internacional. 

4. Sem tarifas de conversão 

Pensando apenas em moedas tradicionais, se você fosse fazer a compra de algum produto ou serviço em outro país, provavelmente, precisaria converter seu dinheiro para alguma moeda local. Esse processo de conversão é repleto de burocracias e taxas, que acabam encarecendo a compra. No entanto, quando a transação é feita com Bitcoins, não existe essa preocupação, já que ela é globalmente aceita no ambiente digital e o seu valor é o mesmo em todos os países.

5. Não pode ser congelado

Por não ser controlado por nenhum governo nem ser regulamentado por um Banco Central, o Bitcoin não pode ser embargado, sofrer sobretaxas e impostos como as moedas fiduciárias podem. Isso acontece porque, por não ficar sob a política de nenhum governo ou outra instituição, essa criptomoeda está protegida de possíveis medidas protecionistas ou confiscos que possam acontecer no país em que você mora. 

6. Possui muita informação disponível

Apesar de existir há poucos anos e de ter se mantido uma incógnita até pouco tempo, é possível encontrar online bastante informação confiável sobre essa criptomoeda, bem como sobre as altcoins que surgiram após ela. Hoje, podemos afirmar que as principais informações sobre os Bitcoins já foram disseminadas, o que é um incentivo a mais para quem está começando nesse universo. 

7. Menores gastos com taxas

As transações realizadas com moedas virtuais possuem um custo mais baixo do que aquelas que necessitam do intermédio de bancos, agências financeiras ou operadoras de cartão de crédito. Além disso, diferentemente das moedas convencionais, as criptomoedas não estão sujeitas à cobrança de taxas cambiais, IOF e outros custos.

Uma das poucas taxas a serem pagas vai para os mineradores, quando o usuário precisa enviar uma remessa de Bitcoins, porém o custo dessa taxa é variável.

Possíveis riscos

Há, realmente, muitas características que nos ajudam a afirmar que Bitcoin é seguro, porém, como todo investimento, comprar essa criptomoeda também tem os seus riscos. Portanto, por menores que sejam, vale a pena explorar também alguns dos principais que rodeiam o universo dos Bitcoins.

Descentralização

Como a moeda virtual existe apenas na internet, ela não é emitida nem controlada por nenhum órgão governamental ou Banco Central. 

Ainda que isso possa ser visto como uma vantagem para algumas pessoas, já que não há como emitir mais moedas do que o permitido pelo sistema, evitando a desvalorização acentuada, por exemplo, essa situação também pode trazer alguns riscos.

Isso porque não existem legislações nem regras específicas a respeito do Bitcoin, o que cria um ambiente de negociação mais inseguro e contribui para aumentar o risco do investimento.

Lei da oferta e da procura

O Bitcoin é confiável, mas, assim como em qualquer investimento, existem algumas variáveis que podem alterar seu valor consideravelmente. 

Já que ele não é emitido nem regulado por nenhum Banco Central, sua valorização se dá, basicamente, pela lei da oferta e da procura. Isso pode gerar uma oscilação muito grande do valor da moeda, já que existem vários fatores que podem desestabilizar essa balança, desvalorizando significativamente a criptomoeda de um dia para o outro.

Esse risco pode, particularmente, ser transformado em uma oportunidade ao adquirir a moeda em um momento de ampla queda do valor de compra e vendendo-a no momento de maior alta. 

Hackers são improváveis, porém possíveis

Embora a tecnologia da blockchain utilizada no manuseio de Bitcoins seja extremamente segura – e até hoje não tenha sofrido nenhuma invasão de hackers –, essa é sempre uma possibilidade quando estamos falando do ambiente digital. 

No entanto, para se manter mais protegidos dessa possibilidade específica, muitos investidores optam por manter seus Bitcoins em um cold storage. Ou seja, em um hardware desconectado da internet, que pode ser colocado em um cofre ou outro local seguro.

Outras criptomoedas

E, claro, ainda há a questão da “concorrência”. Afinal, existem outras moedas virtuais surgindo e crescendo, como a Ethereum Classic, a XRP e a Dogecoin – três altcoins que apresentaram alta rentabilidade no primeiro semestre de 2021. O comportamento dessas diferentes criptomoedas pode influenciar o valor do Bitcoin, visto que o preço dele varia conforme a oferta e a procura, que pode ser impactada pela existência (ou não) de alternativas atraentes no mercado. 

Dicas para você investir em Bitcoins

Os Bitcoins podem trazer muitos ganhos, além de mais tranquilidade e segurança na realização de transações online. Porém, caso você opte por comprar essa moeda com o intuito de ganhar dinheiro, há algumas dicas importantes que vale a pena seguir para ter a melhor experiência. 

Estude

Quando se fala em investir em Bitcoins, podemos encontrar histórias de sucesso e de completo fracasso. Para minimizar o risco do investimento e não fazer parte do percentual de pessoas que falharam em suas aplicações, é necessário estudar. 

Para começar, pesquise mais a fundo sobre o funcionamento dessa criptomoeda e informe-se profundamente sobre os fatores que fazem com que seu valor de mercado aumente ou decresça. Vale pesquisar também sobre as melhores formas de armazená-la e protegê-la de hackers.  

Tenha cautela

Por ser um investimento volátil, o Bitcoin oferece maiores riscos para investidores novatos. Sendo assim, não invista dinheiro que não pode perder. O ideal, antes de partir para qualquer investimento, é que você tenha uma reserva de emergência, guardada em um local que você possa acessar rapidamente, como uma poupança. Dessa forma, você não ficará à mercê de empréstimos em momentos de dificuldade. 

No começo, também é recomendado seguir apenas estratégias de investimento cautelosas, mesmo que os resultados só possam ser observados a médio ou longo prazo. E prefira fugir de sites que prometem grandes ganhos em pouquíssimo tempo. 

Mantenha o seu dinheiro fora das casas de câmbio

Como falamos anteriormente, o sistema de blockchain é bastante seguro para fazer transações, e isso realmente nos permite afirmar que o Bitcoin é seguro. Porém, ao armazenar seus Bitcoins online, você estará os deixando em risco, visto que é impossível afirmar que existe alguma casa de câmbio 100% segura e sem falhas em seu sistema. 

Pensando nisso, recomendamos que as casas de câmbio sejam utilizadas somente para fazer câmbio. A melhor forma de proteger seus Bitcoins é mantê-los em uma carteira de hardware (também chamada de cold storage), na qual somente você tem o controle. 

O interesse das pessoas pelas moedas digitais cresce a cada ano, mas, assim como realizar qualquer investimento, entrar no mundo das moedas digitais ainda pode ser amedrontador. Felizmente, hoje nós podemos encontrar informações suficientes para investir de forma segura!

Neste artigo, você conheceu um pouco da história do Bitcoin, além de conferir sete motivos para adquirir essa moeda e dicas para começar a investir.
 
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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.