Bitcoin renova máxima histórica em 14 de abril aos USD 64.900, porém perde força no final do mês. Destaque absoluto para Ethereum, que encerrou abril na máxima de USD 2.850. Resultados fortes das gigantes de tecnologia e o avanço na discussão de um novo pacote de estímulo de USD 4 trilhões levou o S&P para nova máxima, em alta de 5,2% no mês.

Coinbase inicia negociação na Nasdaq, porém a ação cede apesar da receita de USD 1,8 bilhão no último trimestre de 2020. Morgan Stanley, Brevan Howard, e Third Point anunciam fundos de investimento em criptos. JPMorgan e UBS investem na ConsenSys, do ecossistema Ethereum. Para completar a onda de boas notícias, tivemos a CME anunciando o mini-contrato futuro do Bitcoin.

Bitcoin “derrete” 25% em 1 semana

No meio de abril, o que parecia ser um mês de novos recordes tornou-se um pesadelo para o Bitcoin. A criptomoeda cedeu com notícias de banimento na Turquia, a queda no hashrate por conta de um acidente na China, e declarações do Tesouro EUA sobre regulação de criptos.

Os mais de USD 10 bilhões de ordens stop de liquidação nos contratos futuros agravou o problema, e novos rumores surgiram, dessa vez sobre a taxação de criptomoedas nos EUA. No entanto, em 25 de abril, o bom senso tomou conta do mercado e os rumores aos poucos perderam efeito.

Com isso, tivemos uma alta de 23% em 5 dias, levando o mercado para os USD 58.000. No meio desta turbulência, a Tesla, que havia comprado USD 1,5 bilhão em Bitcoin no mês anterior, anunciou uma venda de USD 272 milhões.

Mais uma vez foi demonstrado que FUD, as notícias sem fundamento, e FOMO, o medo de ficar de fora, acabam catapultando movimentos, gerando oportunidades interessantes para aqueles que compram em momentos de pânico.

Ethereum lança upgrade Berlin e prepara caminho pra deflação, ou seja, ao invés de continuar uma emissão eterna, a criptomoeda vai implementar um mecanismo de burn (queima). Outra grande mudança que está sendo preparada para o ETH 2.0 é a migração para o sistema Prova de Trabalho, acabando com a figura do minerador. Ethereum atinge capitalização de mercado de USD 320 bilhões, ultrapassando a Platina, além do banco chinês ICBC, e a gigante de pagamentos Paypal.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – até 30/abr

Notícias do mundo cripto:

Robinhood: A corretora queridinha dos millennials atingiu 9,5 milhões de usuários negociando criptomoedas, um aumento de 3x em 2020.

Mastercard: Anunciou parceria com a exchange Gemini para oferecer cartão de débito.

Bitcoin (BTC): Iniciada sinalização dos mineradores para ativar upgrade Taproot, que busca melhorar a privacidade nas transações, além de permitir alguns scripts de execução automática.

Bitcoin (BTC): Dificuldade de mineração é reduzida em 12,6% após acidente em geradoras de energia à carvão na China reduzir hashrate.

Ethereum (ETH): Mais um avanço em direção ao ETH 2.0 acontece com implementação do hard fork Berlin, preparando terreno para reduzir criação de novas moedas e saída da mineração.

Ethereum (ETH): Banco Europeu EIB vai emitir USD 121 milhões de recibos de dívida tokenizados na blockchain pública do Ethereum.

Bitcoin Cash (BCH): Testnet da Smartbch utilizando rede Ethereum foi lançada.

Bitcoin Cash (BCH): Roger Ver nega rumores de venda do site Bitcoin.com.

Litecoin (LTC): ETC Group anuncia listagem na bolsa da Alemanha de  um ETP de Litecoin, um fundo negociado em bolsa.

Litecoin (LTC): Litecoin é utilizado para pagar um leilão de um card de futebol americano no valor de USD 1,68 milhão.

Ripple (XRP): Anunciou parceria com empresa de remessas de valores Novatti, uma das maiores da Ásia.

Ripple (XRP): Forte alta na moeda após advogados da empresa obterem acesso ao documento da SEC que define o que diferencia uma moeda de um ativo mobiliário.

EOS (EOS): China prende equipe por trás de um dApp da rede EOS que manipulava jogos de azar na rede.

EOS (EOS): Iniciou votação para nova proposta de staking e benefícios para validadores.

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Após forte alta das commodities e imóveis, investidores perceberam que a inflação veio para ficar, e com isso foram as compras na renda variável. Dados fracos de crescimento na Zona do Euro sustentaram a hipótese de juros baixos por mais tempo, além de novos pacotes de estímulo. Na Inglaterra o FTSE100 encerrou o mês com alta de 3,8%. Já a Alemanha teve seu índice DAX30 subindo 0,9%.

Quem se deu bem:

Hering ON (HGTX3): em alta de 70% após anunciar fusão com o grupo Soma;

Braskem PNA (BRKM5) subiu 32% após venda da controladora, antiga Odebrecht para o fundo soberano dos Emirados Árabes;

Usiminas PNA (USIM5) em alta de 31% após apresentar lucro de R$ 1,2 bilhão.

Quem se deu mal:

Brasil Foods ON (BRFS3) cedeu 18% com alta de até 44% na saca do milho em 2021 elevando custos;

Eneva ON (EVEN3) caiu 12% após banco BTG anunciar desinvestimento de sua participação na empresa;

Qualicorp ON (QUAL3): cedeu 11% após Ebitda ceder 17% em relação ao ano anterior.

ETF brasileiro estreia na bolsa de valores B3

HASH11, o ETF que representa a cesta Nasdaq Hashdex de criptomoedas, iniciou negociação na B3. O fundo, com taxa de administração de 1,3% ao ano, atingiu R$ 1 bilhão em captação na primeira semana de negociação.

A gestora QR Capital também teve aprovado seu ETF 100% de Bitcoin, e aguarda para seu lançamento.

Listagem da Coinbase: alegria e tristeza

A tão aguardada listagem das ações da Coinbase (COIN) na bolsa de valores Nasdaq trouxe um certo conforto para o mercado, já que a exchange com 54 milhões de clientes passa a ser reconhecida como uma das maiores empresas do mundo.

No entanto, as expectativas de avaliação entre USD 80 e 120 bilhões foram frustradas com a queda logo no primeiro dia de negociação. 


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Redator | BitcoinTrade

Breno tem mais de 12 anos de experiência com Marketing Digital. Já passou por grandes varejistas tradicionais e em 2017 se apaixonou pelas criptomoedas. Hoje é responsável pelas estratégias de comunicação e aquisição de novos clientes na BitcoinTrade.