Uma das grandes discussões sobre Bitcoin e as demais criptomoedas é se elas podem funcionar como reserva de valor, a exemplo de outras moedas tradicionais e estabelecidas há bastante tempo.

Para compreendermos essa questão, primeiro precisamos analisar o que é reserva de valor, quais as funções das moedas e outros conceitos básicos de economia. 

Quer compreender melhor essa discussão? Siga com a gente!

O que é reserva de valor?

A reserva de valor é a capacidade apresentada por determinados bens de preservar poder de compra com o passar dos anos

Assim, a função da reserva de valor é te proteger contra crises. Por isso, a rentabilidade não é tão importante, mas sim a segurança.

Além das moedas, é possível investir em outros tipos de reserva, como: ouro, imóveis, terras, investimentos no exterior etc. 

Contudo, as moedas são mais usadas porque têm a vantagem de serem aceitas universalmente para realizar transações, embora elas não paguem juros (quem retêm moedas pode acabar perdendo dinheiro, uma vez que a taxa de inflação tende a ser positiva).

Quais as funções das moedas?

Para ser considerada uma moeda, é preciso que ela apresente algumas funções básicas, que são as listadas e explicadas abaixo.

Função 01: instrumento de trocas

Essa é principal função de uma moeda, afinal ela foi criada como um mecanismo facilitador das trocas entre os diferentes agentes das atividades econômicas.

As moedas, portanto, simplificam o processo e substituem o escambo. Sem as moedas, seria preciso que duas pessoas que desejam fazer negócios concordassem com a troca de produtos, por exemplo, João deseja ir ao dentista e oferece trocar os serviços de odontologia por pães da sua padaria. Se o dentista não desejar essa troca, no escambo, o negócio não seria feito.

Com as moedas, isso é simplificado, já que João poderá pagar pelo serviço com o dinheiro que recebeu vendendo seus pães.

Função 02: denominador comum de valores

Com as moedas, é possível fazer a comparação de diferentes mercadorias. Na nossa sociedade, tudo o que é objeto de compra e venda tem seu valor quantificado em unidades monetárias – até o PIB de um país é quantificado em unidades monetárias.

Função 03: reserva de valor

Como explicamos, as moedas podem ter a função de reserva de valor, ainda que elas não cumpram isso de maneira ideal, justamente por causa da inflação, ou seja, quanto maior for a inflação de um país, mais rápido a moeda se desvaloriza e pior será a sua capacidade de atuar como reserva de valor.

Mas, apesar disso, como as moedas têm liquidez imediata, ou seja, são universalmente aceitas e podem ser facilmente trocadas por produtos ou serviços, muitas pessoas decidem mantê-las como reserva de valor.

Função 04: pagamento diferido no tempo

As moedas podem funcionar como padrão de pagamento diferido no tempo graças à sua confiabilidade e liquidez. Por exemplo, contratos firmados hoje para serem pagos no futuro de maneira única ou parcelada, com débitos e saldos calculados e pagos na moeda padrão.

Quais as vantagens da reserva de valor?

Em épocas de crise a reserva de valores protege o poder de compra do investidor por um longo tempo.

A reserva de valor ajuda a proteger o investidor contra crises graves, além de manter o poder de compra ao longo do tempo. 

Como as moedas apresentam a função de reserva de valor, são confiáveis e têm alta liquidez, elas são as principais escolhas de muitos investidores. Essa pode ser tanto uma decisão sábia como errônea, tudo dependerá da inflação. 

Afinal, se houver alterações significativas no preço dos produtos e serviços, seu poder de compra diminuirá – e a sua reserva de valor não será tão eficiente.

Principais reservas de valores

Por isso, para escolher bem a moeda para reserva de valor, é essencial conferir a estabilidade e a segurança dela. Não à toa que investidores que vivem em países de risco ou com alta inflação usam moedas estrangeiras, em especial o dólar e o euro, como reserva de valor.

Outra opção bem procurada é o ouro. Afinal, ele possui algumas características “canônicas”, como a escassez (ao contrário da maioria das moedas, é impossível imprimir mais ouro), a fácil divisão e a perenidade, associada à não corrosão ou deterioração, o que torna o ouro uma reserva de valor clássica.

Além dessas opções tradicionais, as criptomoedas também têm ganhado destaque, em especial o Bitcoin e Ethereum – graças à alta valorização que eles apresentam, à descentralização e à proteção contra a inflação, tópicos que abordaremos em detalhes mais abaixo.

Criptomoedas x reserva de valor: entenda melhor essa estratégia

Diante da crise pela qual o mundo tem passado, muitos investidores estão em busca de novas opções para sua reserva de valor, já que todas as economias mundiais, mesmo as mais estáveis, têm sofrido com o Coronavírus – e a tendência é de alta da inflação.

Vantagens

 O Bitcoin não sofre os efeitos da inflação devido a sua escassez.

Nesse sentido, que tal usar as criptomoedas, em especial o Bitcoin, como reserva de valor? Vamos ver alguns pontos de destaque dessa estratégia.

Proteção contra má administração das políticas monetárias

Quando o Bitcoin foi criado por Satoshi Nakamoto, não havia em nenhum momento a intenção de criar uma reserva de valor mundial, apenas um meio de pagamento. 

Contudo, com o passar dos anos, o Bitcoin passou a ser considerado uma boa ideia de reserva de valor, sendo até mesmo conhecido por alguns como uma espécie de ouro digital.

A principal vantagem do Bitcoin é que ele é descentralizado, ou seja, não está ligado a nenhum governo ou Banco Central. Assim, ele se torna um ativo protegido contra a má administração das políticas monetárias.

Quando graves crises ocorrem, como a que temos presenciado devido ao Coronavírus, é normal que os bancos centrais realizem enormes cortes na taxa básica de juros, o que coloca em risco os investimentos tradicionais.

Porém, como o Bitcoin não é atrelado a nenhum governo ou banco central, ele está protegido a essas medidas.

Escassez e proteção contra a inflação

A inflação, como vimos, é um dos principais pontos que dificultam o uso das moedas como reserva de valor. E ela tende a subir em épocas de crises, quando os governos passam a imprimir mais moedas.

Com o Bitcoin e outras criptomoedas isso não ocorre, porque muitas têm um valor máximo limitado. No caso do Bitcoin, esse limite é de 21 milhões de unidades. 

Assim, quando atingir essa quantidade, será impossível minerar novos Bitcoins, pois o próprio código da criptomoeda não permitirá a ação.

Essa é uma maneira de proteger a criptomoeda contra a inflação, tornando-a escassa, assim como o ouro.

Desvantagens

Uma desvantagem do investimento em Bitcoins como reserva de valores é sua alta volatilidade.

Como dissemos, a questão é polêmica. E isso significa que nem todos os investidores consideram o Bitcoin e outras criptomoedas como boas reservas de valores.

Alta volatilidade

O principal motivo para isso é a alta volatilidade que esses ativos apresentam. Alguns ainda explicam que as criptomoedas são um meio de transação e não possuem um valor essencial, como a água e o aço, por exemplo.

Esses especialistas também não orientam o uso de moedas fiduciárias como reserva de valor, justamente pela mesma questão.

De qualquer forma, a alta volatilidade parece ser consenso entre os especialistas, afinal, uma das bases da reserva de valor é a estabilidade, mantendo o poder de compra do investidor. 

E o Bitcoin, a exemplo das outras criptomoedas, possui um histórico de preços bastante oscilante, com grandes altas e grandes quedas, sendo difícil prever como a moeda se comportará nos próximos anos.

Dificuldade de prever o comportamento futuro

Sob uma perspectiva teórica, não se sabe também como o Bitcoin se comportaria nas recessões, uma vez que ele ainda é bastante recente e uma tecnologia nova e disruptiva.

Conclusão

Um dos muitos benefícios no investimento em bitcoin é sua descentralização.

Como você viu neste conteúdo, para ser considerada uma moeda é importante que ela cumpra uma série de funções básicas – e entre elas está a reserva de valor. 

Ela é a possibilidade de proteger um investidor contra crises graves, mantendo o poder de compra estável.

O Bitcoin é uma das principais criptomoedas do mundo – e ele cumpre todas as funções de uma moeda, sendo, portanto, considerado uma opção para a reserva de valor.

Algumas das vantagens que ele possui sobre outros investimentos é a descentralização e a escassez. Ou seja, ele não está associado a nenhum governo e por isso não sofrerá com má administração ou políticas monetárias desastrosas. 

Além disso, o Bitcoin é limitado a 21 milhões de unidades, não sendo possível minerar mais do que isso – o que ajuda a proteger a moeda contra a inflação.

Contudo, as criptomoedas são bastante voláteis, com uma grande variação no seu valor, já que elas são reguladas totalmente pela economia e pela lei da oferta e da procura.

Esse ponto faz com que alguns especialistas não considerem o Bitcoin uma boa reserva de valor, pois não é possível prever seu comportamento ao longo dos anos, inclusive qual valorização ou desvalorização ele terá.

Além de essa ser uma tecnologia recente e sem um histórico de grandes crises, para entendermos como ele se comportará nesses cenários desfavoráveis.

De qualquer forma, uma boa dica para manter uma reserva de valor é a diversificação. Seja em uma cesta de moedas ou em outro tipo de ativo, quanto mais diversificado ele for, mais protegido você estará, pois poderá compensar uma perda com outros ganhos.

Então, você poderá usar o Bitcoin e outras criptomoedas aliadas a ativos mais tradicionais, como o euro, o dólar e até o ouro, protegendo-se de diversas alterações na economia, inclusive de crises graves como a que estamos vivenciando devido à pandemia de Coronavírus.

Agora você já sabe tudo sobre reserva de valor? Pensa em usar o Bitcoin ou outras criptomoedas para variar a sua cesta de moedas e proteger seu patrimônio contra graves crises? 

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