O ano começou positivo para as criptomoedas. Elas se mostraram resilientes e resistiram a eventos adversos que agitaram os mercados mundiais em Janeiro, como a crescente tensão entre os EUA e o Irã e a escalada do Coronavírus, que fechou fábricas e colocou cidades inteiras em quarentena na China.

Assim, o Bitcoin mostra que pode ser visto como reserva de valor, atraindo recursos dos investidores em momentos de incerteza. Será que essa tendência vai se manter no resto do ano? Certeza, ninguém tem. O que podemos fazer é entender o momento e ficar atentos às oportunidades.

Criptos surfam onda inesperada

Num mês tradicionalmente marcado pelo início da divulgação dos resultados das grandes empresas nos EUA, desta vez foi o “cenário de fim do mundo” que ditou o tom os mercados. A proximidade do halving e o hashrate batendo a máxima histórica ajudaram na performance do Bitcoin e das principais criptomoedas, enquanto os mercados tradicionais aguardavam o retorno da China após o longo feriado de ano novo.

Principais criptomoedas, ativos e bolsas mundiais – 31/Jan
* Em breve na BitcoinTrade

Não sabe o que é halving? Dá uma olhada neste vídeo que fizemos pra você.

Notícias do mundo cripto:

Inglaterra: Lançou edital pra contratar tecnologia de rastreamento de transações no blockchain e quebra de soluções de privacidade, incluindo Monero (XMR) e ZCash (ZEC).

Índia: Banco Central informou que posse e transferência de criptomoedas estão de acordo com as leis, segundo decisão do Supremo Tribunal. No entanto, manteve sua decisão proibindo bancos de negociarem tais ativos.

Deribit: Exchange de derivativos concorrente da Bitmex anunciou que estaria deixando a Europa por questões regulatórias, além de implementar processo de KYC (verificação de cadastro) a depender do limite.

Telegram: Ao contrário do que se comentava, o competidor do Whatsapp afirmou não ter planos de integrar o token TON decorrente de seu ICO no aplicativo.

Suíça: Três executivos, incluindo dois fundadores do braço de criptoativos da maior bolsa de valores do país, a SIX, abandonaram o projeto. O investimento havia superado os US$ 100 milhões.

Bitcoin (BTC): BitWise cancelou pedido do ETF que estava em revisão na SEC desde novembro de 2019. Prometeram apresentar uma nova proposta assim que tiverem mais alinhados com as demandas da agência reguladora.

Bitcoin (BTC): Oficializada proposta de soft fork (upgrade não mandatório) para implementação do Schnorr e Taproot, soluções de privacidade e escalabilidade na rede.

Ethereum (ETH): Análise da Messari mostrou que transferências de stablecoins, lideradas pela Tether (USDT), passaram a dominar as transações na rede Ethereum a partir de abril de 2019.

Ethereum (ETH): Agência reguladora CFTC anunciou possibilidade de listagem de contratos derivativos regulados da moeda, a exemplo do que já ocorre com o Bitcoin (BTC) na CME, BAKKT e LedgerX.

Bitcoin Cash (BCH): Mineradores responsáveis por 35% do hashrate colocaram na mesa uma proposta pra taxar os blocos em 12,5% destinando ao desenvolvimento da moeda, porém acabaram desistindo.

Litecoin (LTC): Desenvolvedor da Grin++ que coordena a integração do MimbleWimble no Litecoin anunciou avanços em propostas de privacidade.

Ripple (XRP): Empresa Ripple vendeu apenas US$ 13 milhões em moedas XRP de sua posse nos últimos 3 meses, uma queda de 80% em relação ao período anterior.

Ripple (XRP): Exchange de derivativos Bitmex anunciou listagem de contratos sintéticos da moeda XRP em dólar, seguindo o modelo do atual par em Ethereum (ETH). Saques e depósitos seguem apenas em BTCs.

EOS (EOS): A rede social Voice prometida pela Block.one, será lançada numa rede privada. Pretendem utilizar apenas a tecnologia da EOS, diferente do que haviam prometido.

EOS (EOS): Análise da dApp Review mostrou queda repentina de 80% nos usuários ativos nos aplicativos disponíveis na rede EOS, levantando suspeitas de manipulação dos números.

Além das Criptomoedas

Bolsas pelo mundo

Após atingir máxima histórica de 3.337 pontos o S&P500 recuou nos últimos dias do mês pra encerrar praticamente zerado aos 3.225 pontos. Já o índice FTSE 100 da Inglaterra recuou 3,4% em janeiro.

Todas as grandes potências mantiveram taxas de juros inalteradas: Japão -0,10%, Zona do Euro 0,0%; Reino Unido +0,75% e EUA +1,75%. Além disto tivemos a concretização do Brexit com saída definitiva do Reino Unido da Zona do Euro, reduzindo incertezas na área. 

Quem se deu bem:

Vir Biotechnology (VIR) saltou 111% em janeiro na expectativa dos testes de sua vacina do Coronavirus. 

João Fortes Engenharia (JFEN3) disparou 108% com rumores de pedido de recuperação judicial.

Tesla (TSLA) subiu incríveis 57% com crescente número de entregas e expansão de produção pra Alemanha. Havia um alto volume de apostas na queda da ação.

Quem se deu mal:

Cielo (CIEL3) – Queda de 15,3% em Janeiro. O balanço do 4º tri de 2019, divulgado durante o mês, não agradou os investidores.

CVC (CVCB3) – Caiu 16,7%. O impacto negativo do turismo global com o Corona Vírus pode ser um dos principais motivos para a queda acentuada.

Cia Hering (HGTX3) caiu 27% no mês com resultados operacionais fracos.

ETF que aposta na queda do Bitcoin?

Ao contrário do que muita gente imagina, o ETF é um fundo de investimento negociado em bolsa. O mesmo pode conter derivativos, inclusive apostas na queda, conhecidas como short.

A gestora de investimentos AMUN lançou recentemente na bolsa da Suíça um ETF (por lá se chama ETP) que faz justamente isto: contratos futuros que ganham conforme a queda do Bitcoin.

O dispositivo já existe nos EUA há vários anos para índice de ações, petróleo, ouro, etc. Alguns inclusive fazem apostas alavancadas na queda, ou seja, cada 3% de queda no ativo o ETF sobe 6%, por exemplo.

Facebook chega a 2,6 bilhões de usuários no mundo

O Facebook atingiu a impressionante marca de 2,6 bilhões de usuários entrando regularmente na plataforma. Além disso é dona do Whatsapp e Instagram, atingindo 34% da população mundial.

Na China pesquisas apontam que 90% dos pagamentos nos grandes centros urbanos já são realizados por aplicativos, liderados pelo WeChat (WePay) e Alibaba (AliPay).

Meios de pagamento digitais são uma das funcionalidades das criptomoedas, portanto é importante acompanhar o que estas gigantes da tecnologia estão lançando na área.


E aí, gostaram do nosso resumo? Se tiverem dúvidas ou sugestões de temas a serem abordados no mês que vem, comentem aqui embaixo! A opinião de vocês é super importante para nós.