Dentro do universo das criptomoedas, existe uma série de expressões que podem deixar perdidas algumas pessoas, como é o caso do hashrate. Esse é um indicador bastante usado por mineradores e investidores, que pode ajudar a entender a força de uma criptomoeda e até o valor do Bitcoin.

Analisar frequentemente os indicadores é essencial para quem pretende investir no universo das criptomoedas. Afinal, elas são mais voláteis e instáveis, já que o valor é definido pelo próprio mercado. Por isso, investidores experientes costumam usar esse indicador a fim de orientar suas transações.

Se você quer saber mais sobre o que é hashrate e como esse índice é importante para o Bitcoin e demais criptomoedas, continue lendo este artigo!

O que é hash?

Antes de explicarmos o que é hashrate, é importante que você compreenda o que é hash. Podemos definir hash como os algoritmos que transformam as informações de um tamanho variado em um comprimento fixo, por meio de um procedimento irreversível.

Assim, o hash não permite reconstruir uma informação, apenas validá-la. Por isso, essas funções são extremamente importantes para a criptografia, já que elas permitem verificar uma determinada informação sem ter de revelá-la a terceiros.

Dentro do universo do Bitcoin, é usado o algoritmo de hash SHA-256, que permite validar novos blocos de transações – um procedimento feito pela mineração. Assim, vários mineradores tentam, ao mesmo tempo, encontrar uma hash correspondente ao início deste novo bloco.

Quando ele é encontrado, o novo bloco é adicionado à blockchain e o minerador é recompensado com Bitcoins.

São esses algoritmos de hash que mantêm a rede segura. A matemática por trás do hash garante que não há como gerar os dados originais a partir do hash, ou seja, ele apenas funciona em progressão linear. Assim, podemos entender que cada hash é como se fosse uma “impressão digital” dos dados processados.

O que é hashrate?

O hashrate é a medida usada para calcular a velocidade de resolução de um código da blockchain. Ou seja, é uma taxa que mostra o quanto de tetra hashes os mineradores de Bitcoin estão processando por segundo.

Para minerar na rede Bitcoin, atualmente, é preciso um grande investimento, já que é necessário dispor de um altíssimo poder computacional. Somente quem dispõe de um equipamento específico (ASICs) e muita energia elétrica consegue obter bons lucros minerando Bitcoin.

Assim, esse indicador nos mostra a velocidade de resolução dos hashs pelos mineradores. 

Medidas e unidades

O hashrate é calculado em hashes por segundo. Alguns dos termos mais usados incluem mega, giga e tera, dependendo do número de hashes. Por exemplo, uma máquina com velocidade de 60 hashes por segundo fará 60 tentativas por segundo para tentar resolver um bloco.

Gráfico relativo ao indicator hashrate.

O quilohashe (KH/s) é usado para expressar 1 mil hashes, o megahashe (MH/s) para 1 mil quilos, o terahash (TH/s) para 1 mil megahashes e o petahashe (PH/s) para 1 mil terahashes.

Hoje, o Bitcoin está na casa do EH/s que significa um quintilhão de hashes por segundo.

Qual a importância de analisar o hashrate?

Não é à toa que hoje em dia não é possível minerar Bitcoin com computadores comuns: para adquirir um equipamento de mineração e ainda dispor dos custos de energia, é preciso investir muito dinheiro.

Dessa forma, quanto mais pessoas investindo esse valor para minerar Bitcoin, mais pode-se acreditar que a rede é segura e estável, fazendo com que a confiança do mercado suba em relação a criptomoeda, influenciando no seu valor.

Ou seja, quando a taxa de hashrate sobe significa que mais pessoas estão investindo na compra de equipamentos e em energia elétrica para minerar Bitcoins, o que demonstra uma fé na valorização da moeda (tanto no curto como no longo prazo).

Quanto mais pessoas confiam em uma criptomoeda, mais valiosa ela se torna, já que mais usuários estarão comprando e vendendo esse ativo.

Dessa forma, quando você for comprar uma criptomoeda, poderá analisar esse indicador e descobrir qual é o nível de confiança dos mineradores na criptomoeda – pensando nas chances de ela valorizar ou desvalorizar.

Para os mineradores, o hashrate também é uma medida valiosa. Afinal, quando essa taxa aumenta, significa que o número de mineradores na rede está maior, o que torna o processo de mineração ainda mais difícil, já que cada minerador precisará calcular mais tentativas por segundo.

Quanto mais difícil é minerar uma criptomoeda, maior será o custo da eletricidade. Por isso, os mineradores costumam avaliar esse indicador em comparação à eficiência da sua máquina, antes de decidir se o momento é ou não válido para a mineração.

Taxa de hashrate do Bitcoin

Atualmente, a taxa de hashrate do Bitcoin é 7 vezes maior do que em 2017 – quando o preço mais alto de todos os tempos do BTC foi atingido. Em dezembro de 2017, quando o preço do Bitcoin chegava a 20 mil dólares, essa taxa alcançava a impressionante marca de 14,6 EH/s.

Contudo, em setembro de 2019 a taxa tinha ultrapassado os 100 EH/s e todos esperavam que esse crescimento se mantivesse.

Assim, podemos notar que nem sempre a taxa de hashrate acompanha as flutuações no preço do Bitcoin, embora exista uma correlação visível.

Quando o valor do Bitcoin cai, a taxa de hashrate também tende a cair, já que a lucratividade da mineração se torna menor e alguns mineradores preferem desligar as suas máquinas.

Porém, essa não é uma matemática precisa e para tentar “prever” o preço futuro do Bitcoin e de outras criptomoedas, é sempre importante fazer uma análise mais precisa, incluindo outros indicadores e fatores.

Hashrate para outras criptomoedas

O hashrate não é usado apenas para avaliar o Bitcoin. Ele também é um indicador interessante para quem deseja investir em altcoins, conferindo como é o nível de confiança da comunidade na elevação de preço da moeda.

O hashrate também pode ser utilizado para analisar seus investimentos em altcoins, fornecendo informações preciosas.

Um exemplo interessante é o Litecoin. O recorde de hashrate do Litecoin foi batido justamente quando o valor do LTC avançou acima do triplo apresentado na última medição. Ou seja, quando o valor desse indicador do LTC subiu vertiginosamente, o seu preço de mercado também acompanhou essa evolução.

Porém, é claro que, como dissemos, nem sempre essa relação é precisa – e pode haver momentos de elevação do indicador em questão em que ocorra manutenção ou queda do preço da criptomoeda, e vice-versa. Por isso a importância de uma análise mais global.

Quais outros indicadores avaliar?

Existem centenas de indicadores que você poderá usar – e essa análise depende muito de cada investidor e das suas preferências. O recomendado, contudo, é não usar muitos indicadores, porque isso poderá lhe deixar confuso e até fazer você confiar em sinais falsos.

Além do hashrate, existem 3 outros que são bastante utilizados: médias móveis, bandas de bollinger e RSI.

Média Móvel

Esse índice mostra o preço médio da moeda em um determinado período de tempo, suavizando as oscilações de preço no gráfico. Não há nenhuma regra quanto a qual período analisar, mas os investidores costumam utilizar períodos de 20, 50 e 200 dias.

Um dos pontos mais importantes desse índice é o cruzamento das médias móveis, quando o gráfico apresenta uma intersecção de um período mais curto com outro mais longo.

Em geral, é um sinal de alta quando a média móvel de curto prazo cruza de baixo para cima uma média móvel de prazo mais longo. Já o sinal de baixa é quando o cruzamento ocorre de cima para baixo.

Bandas de Bollinger

Esse indicador foi desenvolvido na década de 80 por John Bollinger e ele adiciona uma faixa de desvios-padrão que variam conforme a volatilidade acima e abaixo da média móvel exponencial.

Exemplo de gráfico de Bollinger Bands, um indicador muito usado nos investimentos em Bitcoin, como o hashrate.

Assim, as bandas de Bollinger se ajustam às condições do mercado. Ou seja, quando as variações de preço se tornam mais agressivas, as bandas se expandem, criando mais espaço para a moeda se mover, mas mantendo a tendência.

Uma forma de usar esse indicador é procurando pontos de fuga da banda. Quando o preço foge das bandas (tanto para cima como para baixo), significa que há um deslocamento ou uma sobrecarga em relação à média. O mercado pode estar sobrecomprado ou sobrevendido, com tendência a retornar a média com o passar do tempo.

Se o preço não consegue romper as bandas, é sinal de forte resistência ou suporte. Alguns traders acreditam que o mercado terá grande volatilidade quando as bandas estão contraídas ou próximas à média.

RSI – Índice de Força Relativa

É o índice que mede as alterações do preço de um ativo por um determinado período e geralmente ele vem padronizado com o valor 14. Ou seja, se o gráfico estiver definido para o período em dias, ele medirá as alterações dos últimos 14 dias, caso esteja em horas, das últimas 14 horas.

O cálculo do índice é feito dividindo o ganho médio que o preço teve durante o período pela perda média que sofreu e, depois, organiza a informação em uma escala de 0 a 100, indicando se o ativo está sobrecomprado ou sobrevendido.

Em geral, se o RSI marcar mais de 70 pontos, é uma indicação de que é um bom momento para vender a moeda. Quando ele marca menos de 20 pontos, é um bom momento para a compra.

Conclusão

Neste conteúdo, você aprendeu que hashrate é uma taxa que indica a velocidade de resolução dos hashes pelos mineradores. Uma taxa alta demonstra confiança no ativo, já que mais pessoas estão investindo dinheiro para minerá-lo. Em geral, quando esse indicador aumenta, o valor da moeda também tende a subir.

Por isso, essa taxa é analisada tanto pelos mineradores (para decidirem se esse é um bom momento para minerar), como pelos investidores (para tentar prever alta ou queda no preço da criptomoeda).

Contudo, assim como outros indicadores, o hashrate não é 100% preciso. Assim, a principal dica é usar outros índices técnicos que lhe ajudem a decidir o melhor momento de comprar ou vender Bitcoins e outras altcoins.

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