O dinheiro virtual é uma realidade presente em vários países e que a cada dia atrai mais interessados e investidores. De longe, o Bitcoin é a moeda virtual mais conhecida – mas ela não é a única.

Para entender melhor sobre esse mercado, é essencial compreender o que é dinheiro virtual, como ele funciona, quais são suas vantagens e outras questões essenciais, já que as criptomoedas são um pouco diferentes das moedas tradicionais como o Dólar, o Euro e o Real.

Quer entender mais sobre o tema? Continue a leitura!

A evolução do dinheiro até o Bitcoin

Para chegarmos até o dinheiro virtual e a criação do Bitcoin, muita coisa aconteceu na nossa sociedade.

O escambo

O início de tudo foi o escambo – a simples troca de uma mercadoria pela outra, sem equivalência de valor. A prática era usada antes mesmo da invenção da primeira moeda.

Assim, por exemplo, se uma pessoa produzia uva e a outra produzia peixe, elas poderiam trocar essas mercadorias, de acordo com a necessidade de cada um. Contudo, como as mercadorias não tinham um valor de mercado como conhecemos hoje, você poderia acabar realizando uma troca não tão vantajosa

Além disso, existiam algumas mercadorias que eram mais procuradas que outras – o que as tornavam mais escassas e de difícil acesso. Algumas moedas de troca comuns foram o gado, o sal, o açúcar, o cacau, o Pau-Brasil etc.

Com o passar do tempo e a evolução da sociedade, esse método de troca passou a se tornar muito complicado de ser mantido.

O primeiro passo para o surgimento das moedas foi com a descoberta do metal – que começou a ser empregado na fabricação de utensílios e armas que antes eram feitos de pedra.

Como o metal apresentava muitas vantagens, o seu comércio passou a ser feito de maneira diferenciada, por meio do peso e da avaliação do seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ele ganhou forma definida, peso determinado e começou a receber uma marca identificativa de valor – que também apontava o responsável pela sua emissão.

As primeiras moedas de metal

A partir desse momento, os utensílios de metal começaram a ganhar muito valor nas sociedades. A sua produção, contudo, era mais especializada e exigia domínio das técnicas de fundição e conhecimentos sobre onde os metais poderiam ser encontrados – algo que não estava à disposição de todos.

Foi devido a essa valorização, que as primeiras moedas nasceram no século VII a.C. Elas eram pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão de cunho oficial, ou seja, uma marca de quem as emitiu, que garantia seu valor.

Elas começaram a ser cunhadas na Grécia e na Lídia e passaram a refletir a mentalidade do povo da sua época. No início, elas eram fabricadas apenas em ouro e prata – que eram mais raros, bonitos e tinham um valor econômico maior, além de estarem ligados à antigos costumes religiosos. Depois de um tempo, também passaram a existir as moedas de cobre.

Esse sistema com moedas de metais preciosos durou até o final do século 19, quando o cuproníquel e outras ligas metálicas passaram a ser usadas, transferindo o valor para algo extrínseco, ou seja, relacionado à quantia gravada em sua face, independentemente do metal do qual era fabricada.

Moeda de papel

Na Idade Média, as pessoas passaram a ter o costume de guardar os seus valores com um ourives, negociante de ouro e prata. Esse, por sua vez, entregava como garantia um recibo.

Com o passar do tempo, esses recibos começaram a ser usados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e originando o dinheiro em papel.

No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores do dinheiro atual, foram lançados em 1810, pelo Banco do Brasil – e tinham seu valor preenchido à mão, a exemplo dos cheques atuais.

Conforme a sociedade foi evoluindo, os governos passaram a controlar a emissão das moedas e cédulas, reduzindo os casos de falsificação e garantindo o poder de pagamento. Hoje, todos os países contam com seus respectivos Bancos Centrais, que são encarregados por emitir as cédulas e moedas.

Sistema monetário

O sistema monetário é o conjunto de regras e leis que dão valor ao dinheiro de um país.

Antigamente, as moedas tinham seu valor atrelado ao ouro ou outro minério valioso. Era o chamado “Sistema Ouro”.

Com o tempo, vimos o surgimento das moedas fiduciárias, ou seja, quem garantia o valor da moeda era o próprio governo do país emissor, sem a necessidade de haver uma quantia semelhante à emitida lastreada em ouro ou em commodities.

Caso os investidores perdessem a confiança no governo, o valor de mercado de determinada moeda caía.

Cartão de crédito

O cartão de crédito nasceu na década de 20, nos Estados Unidos. No início, eles eram oferecidos por postos de gasolina, hotéis e firmas para seus clientes fiéis que podiam usufruir dos serviços das empresas sem usar dinheiro ou cheque.

Em 1950, o Diners Club criou o primeiro cartão de crédito a base do que conhecemos hoje. No início, ele era aceito em 27 restaurantes americanos e usado mais por homens de negócios que pagavam, com o cartão, por suas despesas em viagens a trabalho ou lazer.

Quando a ideia do cartão de crédito começou a tomar forma, lá nos anos 20, as pessoas nem imaginavam que um dia existiria algo tão tecnológico quanto o dinheiro virtual.

Em 1958, a American Express lançou o seu cartão e foi, nessa época, que os bancos notaram que estavam perdendo o controle para essas instituições. Foi por isso que, nesse período, o Bank of America lançou o seu próprio cartão: o BankAmericard, que em 1977 passou a se chamar Visa. Na década de 90, ele se tornou o maior cartão do mundo, sendo aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos.

Dinheiro virtual

A crise financeira de 2008 ajudou a modificar totalmente a forma como o sistema financeiro era encarado. Foi nesse ano que Satoshi Nakamoto, no seu WhitePaper, propôs o lançamento de um sistema de dinheiro digital – sem a necessidade da confiança de uma instituição financeira.

Nascia, então, o Bitcoin: um dinheiro virtual descentralizado (sem intermediários financeiros), extremamente escasso, que oferece mais privacidade nas transações e que não é controlado por uma pessoa ou entidade central.

Além disso, o Bitcoin é um ativo incofiscável, que o torna completamente descolado do mercado financeiro e das decisões governamentais, como confisco de ouro ou da poupança.

Conceito de dinheiro virtual e transações com essas moedas

O conceito de dinheiro virtual surgiu junto com o Bitcoin, que foi a primeira criptomoeda lançada. No início, muitas pessoas o viam com desconfiança, mas hoje ele é extremamente valioso.

Ele só pôde surgir graças aos avanços da tecnologia, que permitiram a criação de uma moeda que não existe fisicamente – ou seja, não é impressa em papel. Ainda que cartões de crédito e meios de pagamento online sejam considerados um tipo de dinheiro virtual, as criptomoedas são bem distintas dessa ideia.

Criptomoedas

Atualmente, é possível comprar praticamente qualquer coisa com Bitcoins: eletroeletrônicos, livros, roupas, alimentos etc.

O grande diferencial do Bitcoin está na sua tecnologia blockchain. Trata-se de uma rede criptografada que permite o registro de todas as transações feitas com a moeda, a nível mundial. É a partir dela, também, que novas moedas são “criadas”, por meio de um processo chamado “mineração”.

Para que uma nova transação seja cadastrada na blockchain, é necessário um jogo matemático de criptografia, garantindo a segurança dos usuários. Quem realiza esse cadastro são os mineradores – que precisam de um alto poder computacional para resolver as propostas matemáticas.

Ao realizar esse trabalho de criptografia, os mineradores são recompensados com Bitcoins – e assim se dará o processo até atingir o limite máximo da moeda, 21 milhões.

Essa forma de emissão da moeda é algo totalmente diferente e inovador, já que o Bitcoin independe de governos, bancos centrais e órgãos fiscais, sendo emitido e regulado pela própria comunidade, que também é quem decide os “próximos passos” da moeda, alterações na tecnologia e outras decisões importantes, sempre tomadas em conjunto e em total consenso.

É a tecnologia blockchain também que garante a segurança da moeda, sendo praticamente impossível copiar ou fraudar as transações.

Cotação do dinheiro virtual

Outra diferença do dinheiro virtual para o tradicional se dá pela cotação. Assim como o Dólar, o Euro e o Real, o Bitcoin não é lastreado em ouro ou em commodities. Contudo, o seu valor também não está atrelado à confiança e à solidez do governo emissor.

A cotação desse tipo de dinheiro, portanto, se dá pela lei de oferta e procura. Como o Bitcoin é um bem escasso (tem um limite máximo de emissão), quanto mais Bitcoins são emitidos, mais valioso ele se torna.

Conforme mais pessoas procuram por ele – e mais aceito ele se torna – maior será o seu valor. Na data de escrita deste conteúdo, cada Bitcoin valia 7080,42 dólares, o equivalente a mais de 28 mil reais.

Embora o Bitcoin seja a criptomoeda mais conhecida e valiosa, ela não é a única. A partir do seu sucesso, outras altcoins (moedas alternativas) começaram a surgir, como o Ethereum, Ripple etc.

Como conseguir criptomoedas

Existem duas formas de se conseguir criptomoedas: pela mineração ou pela compra e venda em Exchanges, que são espécies de casas de câmbio que vendem moedas virtuais.

A mineração de Bitcoin, atualmente, está em um nível bastante complexo, o que significa ser necessário altíssimo poder computacional e muito gasto de energia elétrica. Por isso, apenas alguns pools (ou seja, pessoas ou empresas que se unem para minerar) conseguem ganhar dinheiro com a prática. Assim como quem faz mineração na nuvem.

As exchanges são, atualmente, o modo mais simples e prático de comprar Bitcoin e outras altcoins. Essa compra pode ser feita com dinheiro como real ou dólar ou também com outras criptomoedas.

Depois de comprar seus Bitcoins ou altcoins, você precisará guardá-los em uma carteira virtual, garantindo a segurança do seu dinheiro virtual e evitando ataques de hackers ou pessoas má intencionadas.

Esse dinheiro armazenado pode ser usado como investimento (esperando seu valor aumentar para fazer a venda por meio das Exchanges) ou para pagamentos tradicionais, visto que, cada vez mais empresas passaram a aceitar o dinheiro virtual em suas transações.

As vantagens do dinheiro virtual

Mas será que o dinheiro virtual decretará o fim das moedas tradicionais? Ainda não podemos afirmar isso, afinal, as criptomoedas são recentes e têm muito para evoluir.

O dinheiro virtual trouxe muitas vantagens para seus usuários, como taxas menores, transações mais rápidas e descentralizadas.

Contudo, certamente, o seu surgimento marcou uma ruptura com o sistema financeiro tradicional, trazendo uma série de vantagens, como:

Conclusão

Neste conteúdo, você viu que o dinheiro está em constante evolução, desde que as primeiras sociedades se estabeleceram. Das antigas moedas de ouro, nós chegamos até o dinheiro virtual, com o surgimento das criptomoedas a partir do nascimento do Bitcoin.

Essas moedas são diferentes das tradicionais, não apenas porque apenas existem no mundo virtual, mas também porque não são emitidas ou controladas por nenhum Banco Central, usam a tecnologia de Blockchain e criptografia para registrar as transações e os próprios usuários da rede decidem sobre o destino da moeda.

Hoje, o Bitcoin é aceito em vários países e usado como pagamento corrente ou como forma de investimento. E, além dele, existem várias outras criptmoedas, que demonstram a força e a contínua evolução do dinheiro virtual.

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